Texto dos Fãs: Pearl Jam no Spectrum em 2009

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Mais uma vez o Cristiano Feix enviou para nós um texto de sua autoria sobre algo relacionado ao Pearl Jam. Desta vez o tema que o inspirou foram os shows que a banda realizou na Philadelphia em 2009.

Pearl Jam no The Spectrum

A Spectrum Arena, localizada na Philadelphia PA, foi um grande reduto do esporte norte-americano ao longo do tempo, e também um notável palco onde grandes lendas do Rock n Roll desfilaram suas lendárias músicas, tais como The Jimmy Hendrix Experience (1969), The Doors (1970), Grateful Dead (53 vezes!), Yes (32 vezes!), Aerosmith(23 vezes), Pink Floyd, The Who, Gênesis, The Jacksons, Kiss, Bruce Springsteen e Dio…
Haja lenda do Rock para pisar no mesmo palco não é?

Pois é, o nosso amado Pearl Jam também esteve por lá algumas vezes e, mais do que isso, os caras foram os responsáveis por encerrar as atividades da Spectrum Arena!

No dia 31/10/2009 foi realizado o último espetáculo na tradicionalíssima casa de espetáculos norte americana, onde o Pearl Jam encerrava uma série seguida de 4 noites onde nada mais, nada menos do que 104 músicas diferentes foram apresentadas!

Estamos diante de 4(!) das maiores setlists da história da banda com toda a certeza, noite após noite eles se superaram, até o gran finale da noite do dia 31/10/2009, onde o Pearl Jam apresentou uma setlist de 42 músicas, com mais de 3 horas de puro Rock N Roll, de puro Pearl Jam, de improvisos, de novidades, de nenhum medo de arriscar no palco e principalmente de muita emoção!

Poucas bandas tem (ou tiveram) essa liberdade de expressar tudo o que sentir no palco sem medo de desapontar sua plateia, talvez o Led Zeppelin tenha sido assim também, mas não me lembro de outras bandas ou artistas que ousavam tanto no palco quanto estas duas bandas.

Os 4 épicos concertos apresentaram raridades da banda, covers, músicas apresentadas pela primeira vez, e muito improviso. Parecia que os seis caras eram os donos da Spectrum Arena o tempo todo, eles estavam em casa, realmente.

Só de raridades, rolou: Parachutes, Rival, Ghost, Bee Girl, The End, All Those Yesterdays, Mankind, All Night, Gone, Nothing as It Seems, No Way, Down, Speed of Sound, Push Me, Pull Me, Garden, In My Tree, Tremor Christ, Untitle/MFC, Hold On, In Hiding, Deep, Cropduster, Force of Nature, Present Tense, Parting Ways, Light Years, Breath, Footsteps, You Are, Rats,  I’m Open, I Got Id, Glorifield G, Out of My Mind, Low Light, Inside Job, Bugs, Satan’s Bed, Sweet Lew, Smile e etc, etc, etc…

Dá para montar uma setlist só de raridades, só de películas que não escutamos a qualquer show, a não ser que este seja especial!

Dentro destas, Hold On, Bugs, Speed Of Sound e Sweet Lew foram apresentadas aos fãs pela primeira vez ao vivo. Algumas, como Out of my mind, não eram apresentadas há uma década ou mais.

Tiveram os covers também, destaque total para “Whip It”, da banda DEVO. Onde todo o Pearl Jam se fantasiou e atuou como era a banda progressiva DEVO! Surpresa geral para o público nessa parte do show.

Com todas as honras o Pearl Jam foi encarregado de uma missão que para algumas bandas seria impossível, cravar seu nome onde Jimmy Hendrix, Pete Townshend, Jim Morrison, Steven Tyler, Bruce Springsteen e tantas outras lendas desfilaram seu puro Rock n Roll. Mas depois das 4 noites, todo o Pearl Jam, todo, banda, produção, e principalmente os fãs podem dizer de alto e bom tom, MISSÃO CUMPRIDA!

Queiram aceitar ou não, o Pearl Jam cravou seu nome tão profunda e intensamente quanto qualquer outro artista na gloriosa história desse palco de tantos shows lendários. Fazendo isso, ele firma mais uma vez seu conceito de música, acima de tudo, dando aos fãs 4 dos maiores shows já vistos na historia da banda, na história do Spectrum Arena e na história do Rock N Roll!

* Todos os quatro shows foram lançados em CD em um box exclusivo com uma arte diferenciada para os fãs poderem apreciar esta maravilha.

Chris Cornell Será o Vocalista do Mad Season por uma Noite

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Chris Cornell, do Soundgarden, será o vocalista do Mad Season por uma noite. A banda é formada pelo falecido ex-vocalista do Alice Chains, Layne Stanley, o baixista Duff Mckagan, substituindo o também falecido John Baker, e seus membros originais, Barrett Martin (Screaming Trees) e Mike Mccready (Pearl Jam).

A apresentação, marcada para 30 de Janeiro de 2015, fará parte de uma parceria com a orquestra sinfônica de Seattle, que periodicamente faz um concerto em tributo à música feita na terra do grunge.

PS: Perdão pela falta de atualização, mas eu (João) estou um pouco longe do Brasil (Suécia) e ainda sem uma internet decente, e o Luiz está em uma ilha paradisíaca no litoral do Paraná. Em breve tudo voltará ao normal.

Billy Corgan Critica Pearl Jam em Entrevista

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Billy Corgan, vocalista do Smashing Pumpkins, resolveu soltar o verbo em entrevista que deu no Howard Stern Show. Além de criticar o Foo Fighters, dizendo que eles “não evoluíram”, o vocalista falou do Pearl Jam, afirmando que ele tinha que se curvar à banda por terem tantos fãs que lotam arenas, mas que não entende o sucesso que tem, já que eles “simplesmente não tem as músicas”.

No original, trecho da revista Spin:

“The never-modest singer-guitarist (remember, this guy recently said the only ’90s songwriter who was on his level was Nirvana’s Kurt Cobain) admitted that he had to “bow” to Pearl Jam for earning such an arena-rock following, but added that he doesn’t get why they’re so successful because “they just don’t have the songs.'”

FONTE: SPIN MAGAZINE

Nossa resposta a isso vem de uma imagem criada por fãs do Pearl Jam:

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Newsletter de Dezembro do 10C

Membros do 10C receberam hoje a newsletter do 10C contendo as novidades do mês!

A principal notícia foi o lançamento do vinil de músicas do Mike, “Music for Film”! O problema é que ele esgotou em menos de 3 minutos! Eram 400 unidades sendo vendidas… Por isso, quem foi rápido no gatilho pegou, quem demorou vê essa tela aqui:

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O Vault #4, lançado apenas em vinil, agora tem as versões em CD e MP3 disponíveis para compra, clique aqui para adquirir.

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Outra novidade é com relação aos descontos dados a vários produtos.. Vários mesmo! Para conferir o que está em “sale” basta clicar neste link aqui.

Lightning Bolt é Indicado ao Grammy

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Lightning Bolt, disco lançado pelo Pearl Jam ano passado, recebeu uma indicação na categoria “Best Recording Package”, ou seja, melhor arte de disco. A banda está concorrendo juntamente com The Muddy Basin Ramblers, Pixies, FKA Twigs, e Passenger.

Mesmo o Grammy não sendo um assunto de muito interesse para os fãs da banda, parabéns aos responsáveis pelo encarte do “Lightning Bolt”: Jeff Ament, Don Pendleton, Joe Spix e Jerome Turner (também conhecido como Eddie Vedder!).

FONTE: THE SKY I SCRAPE

Texto dos Fãs: Eddie Vedder – Sua Voz em Suas Letras

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Como o próprio título diz, esse é um texto sobre o Eddie, sua voz e sua letras ao longo da sua carreira. Um ótimo texto escrito pela Adriane Marra! Vale a pena a leitura!

EDDIE VEDDER – Sua Voz em Suas Letras

por Adriane Marra, escrito em homenagem aos 50 anos do Eddie.

1992, clip de “Alive” na MTV Brasil – foi o que bastou para me encantar pelo PJ e seu front man Eddie Vedder, com sua voz única, transbordando força e sentimento. E, ao conhecê-lo mais de perto, vi que essas qualidades vocais estavam também presentes em suas letras autênticas e significativas.

É esse Eddie que se mostra no TEN, onde ele se apresenta já abrindo sua vida particular em canções como “Alive” e “Release”. E ao mesmo tempo, Mr. Vedder se mostra antenado com a realidade a sua volta, como em “Jeremy” e “Why Go”, contanto histórias tristes do cotidiano. Já de cara é notável a tendência de Vedder em compor letras melancólicas, o que vai ser sua marca registrada. Só que essa melancolia não é algo que nos leva a afundar em tristeza, pelo contrário, o que ela faz é nos colocar questionamentos para tirarmos algo bom disso, para mudarmos a realidade muitas vezes insatisfatória a nossa volta:

“I don’t question our existence,

I just question our modern needs”.

O segundo álbum, VS, traz à tona um Eddie furioso com tanta exploração de sua imagem em detrimento à sua música, atingindo o clímax em “Blood”: “Paint Ed big, turn Ed into one of his enemies”. Com sua voz mais gutural e letras mais agressivas em vários momentos, ele também demonstra indignação contra o sistema, como em “WMA” e “Glorified G”. Mas, acima de tudo, sua autenticidade e questionamento permanecem:

“I won’t change direction and I won’t change my mind

How much difference does it make?”

Em seguida vem VITALOGY, o estudo da vida, quando Eddie beirando os 30 anos vai aprendendo a transformar sua fúria em ironia, sutilizando suas letras, com recados indiretos ao que lhe desagrada. Um exemplo é “Corduroy”: “They can buy but can’t put on my clothes”, em relação às réplicas de sua surrada jaqueta de veludo marrom sendo vendidas em lojas faturando às custas da imagem “grunge”. Outra música ácida é “Not For You”, uma das canções emblemáticas da banda, um hino aos verdadeiros fãs da música do PJ, onde Eddie dá um chega pra lá em quem não entende isso e não respeita sua privacidade, dizendo que seu som não é pra eles:

“All that’s sacred comes from youth / Dedications naïve and true

With no power nothing to do / I still remember, why don’t you?

This is not for you”

Dois anos depois, temos NO CODE e o distanciamento que a banda se propõe a fazer em relação às letras, para de alguma forma se preservar mais. Aqui ouvimos o Eddie experimentar e ampliar seus timbres vocais, como no refrão da “Sometimes”, usando tons mais altos. E à medida que suas letras vão se tornando mais impessoais, elas se enriquecem na introspectividade e reflexão, resultando em épicos como “In My Tree”, onde ele faz um “retiro” e observa tudo à distância:

“Up here in my tree, yeah

Newspapers matter not to me

No more crowbars to my head

I’m trading stories with the leaves instead”

Mais um par de anos se passa e chega YIELD, trazendo um amadurecimento do PJ, dando luz a este álbum equilibrado que nos dá a clássica “Given To Fly”, na qual Eddie lapida seu lirismo, criando belas imagens para essa metáfora da liberdade interior conquistada. Já em “Do The Evolution” ele alcança a maestria do cinismo em uma de suas melhores letras:

“This land is mine, this land is free,

I do what I want but irresponsibly.”

Na virada do milênio vem o lançamento de BINAURAL, e o PJ com quase uma década de existência mostra que continua evoluindo sempre. Ouvimos isso claramente na voz de Vedder, que alcança aqui um outro timbre, mais maduro e estável. Ele próprio diz, no livro PJ20, que foi neste álbum que sentiu que as músicas vinham realmente da sua voz. E ela nos dá grandes presentes, como “Light Years” e sua emocionada despedida a uma pessoa querida. Já outras letras refletem sobre o desconforto do Eddie com questões como, por exemplo, a tecnologia em “Grievance”, ou com organizações e seus propósitos, questionados em “Insignificance”:

“The swallowed seeds of arrogance,

Bleeding in the thoughts of ten,

Thousand fools who fight irrelevance.”

RIOT ACT surge no período pós Roskilde, com Bush na presidência – dois fatores que muito contribuíram para o clima sombrio deste álbum, e mais diretamente para duas canções, respectivamente “Love Boat Captain” e “Bu$hleaguer”. Obviamente Eddie demonstra tanto descontentamento em seus vocais, que predominantemente são bem graves, chegando a belos timbres como em “All Or None” e “I Am Mine”. Nesta última, ele refina ainda mais seus versos, em uma de suas mais belas letras:

“The ocean is full ‘cause everyone’s crying

The full moon is looking for friends in high tide”

Quatro anos mais tarde no PEARL JAM, o Abacate, nosso Eddie volta em plenos pulmões, emendando três pauleiras na abertura do álbum. A banda supera seu luto e vem com força renovada, encarando de frente o segundo mandato de Bush com letras ácidas criticando sua política:

“It’s a shame to awake in a world of pain

What does it mean when a war has taken over

It’s the same every day and the wave won’t break”

BACKSPACER fica pronto com o PJ quase chegando aos 20 anos e Vedder aos 45. Os tempos são outros, o presidente é o candidato deles, Eddie tem duas filhas – este contexto não poderia deixar de influenciar o álbum. Com letras mais otimistas, como “The Fixer”, Eddie coloca mais ar em sua voz, transmitindo mais leveza, apesar de não ter perdido sua força e continuar transmitindo muita emoção. Além disso, um dos pontos altos, “Unthought Known” não nos deixa esquecer do compositor inspirado que é Eddie Vedder:

“Feel the path of every day, which road you’re taking?

Breathing hard, and making hay, yeh this is living”

Finalmente chegamos ao momento presente de LIGHTNING BOLT. Um álbum que traz a autoconfiança de uma banda que tem a liberdade de fazer o que quer. Eddie, há um ano de completar seus 50, sente-se à vontade para se expressar romanticamente em “Sirens” e “Future Days”, e em outros momentos continua sendo crítico e indignado, como em “Mind You Manners”, além do sempre profundo questionador, por exemplo, de “Infallible”:

“Somehow it is the biggest things

That keep on slipping / Right through our hands

By thinking we’re infallible / We are tempting fate instead”

E aqui estamos em 2014, com 23 anos de Pearl Jam e Eddie Vedder em nossas vidas. Durante essa jornada, pude acompanhar o cara tímido, colérico e inconformado gradualmente se transformar no autoconfiante e ainda poderoso homem que é hoje.

Como músico, Eddie sempre me cativa com sua voz e suas letras cheias de alma, juntamente com seu respeito e devoção aos fãs. E como ser humano, ele ainda me surpreende com a coerência entre suas palavras e ações, continuamente engagadas em transformar seu amor pelo planeta em ativismo, e sua indignação com a injustiça em apoio genuíno a pessoas e causas.

Só posso concluir que serei eternamente grata pela força e verdade que este artista inspira em mim e em tantas pessoas, e acredito que ainda há muito mais por vir para nos deleitar!

Adriane Marra