Pearl Jam no Global Citizen Festival?

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Quem achava que o Pearl Jam tocaria só na América Latina em 2015 se enganou. Há alguns dias saiu um rumor acerca de um possível show do Pearl Jam no Global Citizen Festival que será realizado em 26 de Setembro no Central Park, em New York. Agora o próprio site do festival foi atualizado com uma página para o Pearl Jam.

Criado em 2012, este festival tem como objetivo promover iniciativas beneficentes para reduzir os níveis de pobreza no mundo. A entrada é ‘grátis’, mas os ingressos só são distribuídos entre pessoas que realizam ações de caridade. Para saber mais sobre essa iniciativa e também apoiar, basta acessar ao site clicando aqui.

Opinião: 15 Anos da Tragédia no Roskilde Festival – O que o Pearl Jam Desaprendeu e o que nós, Público, Devemos Aprender

- DANMARK - ÅRTIET I BILLEDER - Roskilde Festival i 2000 endte i en tragedie. Ni mennesker blev mast ihjel foran Orange Scene under en koncert med Pearl Jam.

Dia 30 de Junho completou-se 15 anos da tragédia no festival de Roskilde, na Dinamarca. O Pearl Jam tocava “Daughter” quando um tumulto se iniciou e 9 pessoas morreram esmagadas/pisoteadas, em uma situação que parecia inacreditável, que nunca aconteceria em um show de rock. A banda olhava perplexa para o ocorrido, e podemos ver em imagens do filme “PJ20” um Eddie Vedder absolutamente transtornado com o que viu.

Depois desse infeliz acontecimento a banda quase acabou, segundo depoimentos dos membros do próprio Pearl Jam, mas, felizmente, isso não ocorreu, e o que vemos em seguida é o renascimento de uma nova banda, muito mais preocupada com a segurança dos fãs e decidida a não tocar mais em festivais. Os shows da banda passaram a ter algumas divisórias a mais, tentando evitar que se juntassem grandes aglomerações de pessoas; e pra quem ouve os boots oficiais dos shows, é uma constante – principalmente em shows na Europa e América do Sul – ouvirmos o Eddie pedindo que o público desse três passos para trás, tentando evitar possíveis tumultos.

Mas aonde queremos chegar?

Infelizmente, como acontece com a gente e com a maioria das pessoas, esquecemos dos problemas e a situação “esfria”, o trauma pode permanecer, mas é amainado pelo tempo, e é isso, na nossa opinião, que aconteceu com o Pearl Jam a respeito dessas questões de segurança em shows, cuidado com o público, etc.

A banda passou a tocar em festivais, ficando sem muito controle sobre a organização da segurança que, por sua vez, fica a cargo dos organizadores do evento. Até aqui tudo bem, visto que a segurança melhorou muito nesse tipo de show, principalmente depois do que aconteceu em Roskilde.

Mas o problema central dessa relação está, vejam só, na turnê que o Pearl Jam fará em Novembro na américa latina. Já fomos em diversos shows aqui no Brasil, e a cena que se repete é sempre a mesma: pessoas esmagadas na frente do palco, outras desmaiando e tendo de ser retiradas por bombeiros, chegando ao cúmulo de vermos, durante o Lollapalooza uma garota de costas – pois não tinha espaço para se virar – esmagada nas grades “traseiras” da pista (parte daquela estrutura em T que estava na frente do palco) e apenas conseguindo levantar um dos braços para tirar algumas fotos.

Parte da “culpa” disso acontecer é do próprio público latino americano; nós aqui queremos ver (estou falando apenas na pista) desesperadamente a banda mais de perto, se apertando na frente e não ligando se estamos conseguindo ver o palco ou apenas um monte de cabeças e ombros das pessoas; nós somos mais fanáticos em “ver” a banda (muitas vezes mais do que “ouvir” a música), e é por isso que o Pearl Jam sempre gostou de tocar por essas bandas: nós somos barulhentos, apaixonados , passamos uma energia diferente para eles que estão lá no palco.

Mas a situação tem um lado negativo, e se dependermos da produção brasileira, teremos uma superlotação de pessoas e centenas esmagadas na frente do palco, sem nenhum tipo de controle para se evitar tragédias (que felizmente nunca aconteceram aqui no brasil em shows do Pearl Jam).

O que queremos dizer é que a banda (se não os membros, mas pelo menos pessoas próximas e eles) tem sim parte da responsabilidade na organização da segurança dos seus shows, tendo acesso prévio à mapas sobre como estará o organizado o palco, do número de pessoas em cada setor, etc. Infelizmente o que vemos, como dissemos acima, são centenas de pessoas esmagadas na frente do palco, passando mal e passando horas em pé, pois entram mais de 5 horas antes do início do shows.

É possível organizar melhor tudo, pois, acreditamos, cada show do Pearl Jam aqui no brasil é uma potencial bomba-relógio que pode explodir em algo muito ruim, fruto tanto do público que não respeita o espaço de cada um, quanto da organização do show (entrando aqui tanto a produção local quanto a da banda que faz o espetáculo).

Não vamos nem entrar no mérito da venda de ingressos; quem comprou, sabe dos preços abusivos e das estranhíssimas taxas cobradas, até mesmo para imprimir o ingresso em casa. Mas poderíamos esperar um pouco mais de preocupação do “Pearl Jam pós-Roskilde” com os fãs latino-americanos que, diferente do público americano, é mais assíduo e pode causar uma situação que saia do controle.

Como a situação não deve mudar muito para os shows em Novembro, esperamos ter a mesma sorte das últimas turnê que eles fizeram aqui, e que os problemas fiquem restritos a desmaios e desidratações.

Entrevista do Eddie para Judd Apatow

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Judd Apatow acaba de lançar um livro chamado Sick in The Head no qual reúne entrevistas com diferentes artistas. Entre eles, consta o nome de Eddie Vedder. De acordo com o site Alternative Nation, a entrevista do Ed contou com uma filosofia sobre a vida e sobre religiões, na qual ele afirmou que “a espiritualidade é uma curiosidade e uma pergunta sem resposta. Eu acho que nós podemos concordar que não há evidência para dizer que isso é alguma coisa. Mas eu penso sobre as pessoas que pararam de se perguntar [sobre a vida] e que pararam de buscar e procurar respostas. Acho que quando você se compromete com uma religião – sem contar quando você se torna um fundamentalista – você se fecha para coisas que podem estar lá fora. É uma mente fechada em que você não permite que nada mais entre, e assim eu acho que você perde metade das coisas, ou metade da experiência da vida nesse planeta.”

Além disso, Eddie também comentou sobre o tempo em que foi convidado por Sean Penn para escrever canções para o Into The Wild e sobre a experiência de ter simpatizado com o personagem principal do filme.

 

Filha do Eddie se Emociona com Música do Pai

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A situação é triste e “bonitinha”.

Em entrevista dada para o livro do diretor Judd Apatow, Eddie Vedder disse que uma das suas músicas fez a sua filha chorar, e que eles agora “pulam” a faixa. Abaixo, a fala do Eddie traduzida pela PJ2FLY:

“Uma coisa estranha aconteceu uma noite dessas. Minha filha gosta de ouvir o disco de ukulele que eu fiz – ela se deita para dormir ouvindo ele, e quando eu não estou por perto, pelo menos canto para ela dormir. Há uma música triste sobre dormir sozinho, ou algo assim (“Sleeping By Myself”), e foi um momento intenso. Ela começou a perguntar para mim sobre a música ‘sobre o que ela tratava, e do porque eu cantava ela'; respondi: ‘Ah, eu fiz ela antes de conhecer a sua mãe’ etc, e ela começou a chorar, dizendo ‘é tão triste, tão triste'; eu a abracei mas ela estava muito emocionada… Foi tão intenso que sempre pulamos essa música a partir de agora. Foi interessante ver a empatia que ela tem com o pai dela. Eu não sei se já tive um momento desses, ou uma abertura a isso, pois fui criado de forma diferente.”

Judd Apatow também perguntou para o Eddie se ele era feliz na sua vida em família (?!):

“Meu tipo de personalidade é daquelas que, mesmo as coisas estando indo muito bem eu penso que algo pode dar errado a qualquer momento. Eu penso muito sobre a fragilidade da vida.” – depois de falar de Thomas Young, soldado que lutou no Iraque, perdeu boa parte dos seus movimentos e morreu recentemente, Eddie conclui a sua fala melancolicamente:  “Eu vejo fragilidade todo o tempo.”

Fonte: Alternative Nation

Eddie Vedder Fará Show Beneficente em Chicago

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O Chicago Cubs, time de baseball de Chicago, fará um evento beneficente chamado “Hot Stove Cool Music” (já na sua 4a edição) e terá como astista principal o Eddie, torcedor do Cubs! O evento acontecerá no dia 9 de Julho e o dinheiro arrecadado será revertido para instituições de caridade. Ingressos já estão à venda nesse link aqui.

Apresentação do Mad Season com Chris Cornell Pode Virar Disco

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A apresentação que o Mad Season fez, em janeiro desse ano, com Chris Cornell nos vocais e vários convidados, pode virar um disco! Quem deu a notícia foi o baterista da banda, Barrett Martin, na sua página no facebook:

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Embora ele não deixe claro no post, o fato de ter participado de uma entrevista com o Mike sobre aquela noite memorável, e de ter dito que em breve teremos “Mad Season e a Sinfônica de Seattle” já indica que algo será lançado! DVD? CD? Os dois?

Especial: 20 anos do Pearl Jam no Red Rocks

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Imagine que você comprou um ingresso para um show. Agora imagine que esse show é o da melhor banda do mundo, ou seja, do Pearl Jam. Isso já seria um bom motivo para ser especial. De fato, é o que todos sentimos quando compramos os ingressos para os shows da banda, inclusive os próximos em Novembro. Mas uma pergunta interessante emerge: seria possível adicionar algum ingrediente a mais nesses fatos? A resposta é sim. Imagine que esse show do Pearl Jam seja em um lugar único. Não num estádio ou numa arena como tantos outros e que só variam em capacidade de público. Imagine um show do Pearl Jam em num lugar como no da foto acima. Pois é, dois shows assim aconteceram há exatamente 20 anos atrás, nos dias 19 e 20 de Junho de 1995 em Morrison, no Colorado, no Red Rocks Amphitheater. E por isso são motivo para recordar.

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Sem sombra de dúvidas esses podem ser considerados mais dois shows históricos dessa lendária banda. E eventos assim são raros de acontecer. Em 2005 e 2006, a banda tocou no The Gorge, em Washington, outro lugar com paisagens maravilhosas. Em 2005, também tivemos o Pearl Jam tocando em um lugar especial perto de nós: a Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, rodeada de pedras, luzes e lagoas que tornam o ambiente único. Quando lançamos aqui no site o abaixo-assinado para trazer o Pearl Jam para a Pedreira, nosso único sentimento foi ter a banda novamente  em um lugar único e diferente, e não somente em estádios e arenas. Shows nesse lugares são legais? Sim, shows do Pearl Jam são bons em qualquer lugar. Mas é bom recordar que a probabilidade de shows diferenciados e espetaculares aumentam em locais não muito convencionais. Por esse motivo os americanos, independente se moram em Seattle e próximo ao show ou distante como na costa leste, tanto apelam por mais uma apresentação da banda no The Gorge.

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O show do Red Rocks foi um dos primeiros da turnê do Pearl Jam pelos Estados Unidos em 1995, após uma passagem pela Ásia e Oceania que rendeu diferentes filmagens de bastidores, muitas das quais podem ser conferidas no Pearl Jam Twenty. E, além disso, a banda de abertura dos dois shows foi o Bad Religion, em um de seus auges artísticos em meados dos anos 90.

Vinte anos depois de Red Rocks, e quase 10 anos depois do The Gorge e da Pedreira, é impossível dizer qual a próxima vez que o Pearl Jam realizará um show em um local tão especial e diferente. Contudo, para quem quiser celebrar, com um pouco de inveja por não ter estado lá, esses 20 anos, basta assistir aos vídeos da apresentação abaixo. Bons tempos…

* Infelizmente o do dia 19/06/1995 está desativado para incorporação em outros sites, mas pode ser assistido clicando aqui.