Eddie Homenageia Piloto da NASCAR e Faz Discurso Emocionante

O vocalista do Pearl Jam, Eddie Vedder, fez uma aparição surpresa no evento que homenageou o ex-piloto da NASCAR, Tony Stewart. Eddie mencionou as doações que o ex-piloto fez para a EB Research, organização que busca a cura da Epidermólise Bolhosa e que tem o vocalista do Pearl Jam como um dos seus principais apoiadores.

O Eddie ainda ficou mais emocionado quando descobriu que a NASCAR iria doar 1.7 milhão de dólares para a EB Research! Assistam ao emocionante vídeo abaixo:

Série Shows Históricos: “Shoe the Shoeless”

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No nosso quarto episódio da série Shows Históricos, voltamos no tempo até 1993 em um show muito lendário pela atitude do público.
O show de Indio/CA no dia 5/11/1993 ficou conhecido como “Shoe the Shooeless’’, e foi um dos mais raivosos e contraditórios shows da história do Pearl Jam”.

O Show tinha tudo para ser apenas mais um na ainda nova e promissora história do Pearl Jam. A banda já era famosa a nível mundial, mas nem isso fez com que o público presente naquele dia em Indio respeitasse o show dos caras.

Reza a lenda que fazia muito frio naquela noite, e que altas doses de destilados foram consumidas ainda no lado de fora por muitos presentes…

Ainda no estacionamento, antes do show de abertura feito pela banda Eleven, houve muitos problemas e brigas. Muitos não conseguiram entrar no estacionamento e tiveram que deixar o carro na rua mesmo. Aliado a isso, o frio estava realmente muito rigoroso naquela noite, mesmo dentro do Empire Polo Grounds o sistema de ar quente do ginásio não deu conta de baixar a temperatura. Com isso a galera começou a beber bebidas como Whisky, Rum, etc para tentar se esquentar…
E, além disso, o público vagarosamente foi ficando agitado, com rodas punk e muitos “Mosh’s’’ também no intuito de deixar o frio de lado.

Ainda na passagem de som, um roadie cantou uma versão histérica de “Copa Cabana” de Tom Jobim, algo totalmente fora do contexto dos shows que iriam se seguir adiante, e isso fez com que algumas pessoas jogassem sapatos contra ele, e de alguma forma, fizesse com que o público já agitado por conta do extremo frio, ficasse raivoso e muito tenso…

Durante o show da banda de abertura (Eleven), os sapatos voaram bastante contra o palco, mesmo sem nenhum motivo. Um dos sapatos atingiu o bumbo da bateria de Jack Irons com bastante força, e o mesmo durante uma pausa entre as músicas falou no microfone que iria descobrir quem atirou e o faria pagar os danos aos equipamentos deles.

Mesmo quando o Pearl Jam apareceu no palco, o público não parou de se comportar mal, e de vez em quando um sapato era arremessado contra a banda! Com o público incandescido a segurança foi fortemente reforçada, pelo temor que se tinha de que algo pior acontecesse. O Pearl Jam no palco estava dando o seu melhor, era a turnê V.S e esta tour, assim como a tour Ten, foi muito intensa e explosiva no palco. Todos eram bastante agitados a cada show, e essa era uma característica forte da banda na época.

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Talvez esse comportamento agitado da banda ajudou o público a perder de uma vez as estribeiras. Em um momento do show, Ed naquela conversa com o público pegou um livro e disse que o primeiro cara que ele havia encontrado naquele dia havia lhe dado aquele livro perguntando se ele queria saber o segredo da vida eterna. Eddie pegou o livro e jogou para a plateia dizendo ‘porque diabos eu iria querer viver para sempre?’

Mais tarde, Ed já p… da cara com o comportamento animalesco da plateia durante a música Porch, convidou os mais exaltados da frente para cuspirem nele!

A coisa fica mais doida quando Eddie, já sem nenhuma paciência com aquela galera que estava jogando sapatos, exclama que ele e o Jeff vão esperar na saída e pegar cada um que estiver sem tênis! Ainda nesse momento Eddie recebe uma “sapatada” e avisa que talvez ele e a banda saiam e não voltem mais. De fato o baterista Dave Abruzesse sai parecendo que ali se encerrava o show. Ao invés disso Eddie teve uma ideia que definiu esse show como o “Shoe the Shoeless” (algo como “Ensapatem os sem sapato”). Ele diz que ao invés de sair do palco e acabar o show, ele queria que todos jogassem os seus tênis/sapatos para ele fazer doações para seus amigos que precisavam. Então ele manda todos jogar sapatos!

“Mais sapatos, sapatos para meus amigos!”, ele falava.

Em tom de provocação, ele ainda diz que não tem mais sapatos na plateia, pois já jogaram todos nele. Então uma enxurrada de sapatos, casacos e tudo que se pode imaginar são jogados ao palco! É uma loucura! Muitos desses sapatos acertam o rosto do Eddie.

Após essa troca de carinhos com o público, o Eddie diz que o show encerrou e a banda sai do palco. Felizmente, atrás nos backstages, a banda muda de idéia e volta pra finalizar o show.

Ainda nesse show rolou uma versão raivosa de “Fuck-me in the brain”, que mais tarde virou single de fim de ano do Ten Club.

Esse show é muito lembrado em fóruns do Ten club, sempre há discussões que tentam explicar o porquê de tamanha fúria daquela plateia.

O Pearl Jam jamais enfrentou novamente um público tão hostil assim em sua carreira.

Abaixo o link do show completo no Youtube.

21 de Novembro: Temple of the Dog em Seattle

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E aqui vai, com atraso, o setlist do segundo show que o Temple of the Dog fez em Seattle! Infelizmente não teve Eddie…

Intro music: Man Of Golden Words (Mother Love Bone – Instrumental version)

Setlist: Say Hello 2 Heaven, Wooden Jesus, Call Me a Dog, Your Saviour, Stardog Champion (Mother Love Bone), Stargazer (Mother Love Bone), Seasons (Chris Cornell), Jump Into the Fire (Harry Nilsson), Four Walled World, I’m a Mover (Free), Pushin Forward Back, Hunger Strike, Hey Baby (New Rising Sun) (Jimi Hendrix), River of Deceit (Mad Season), Heartshine (Mother Love Bone), Holy Roller (Mother Love Bone), Reach Down

Encore: Man of Golden Words (Mother Love Bone)/Comfortably Numb (Pink Floyd), Times of Trouble, Missing (Chris Cornell – from Poncier CD), Achilles Last Stand (Led Zeppelin), Quicksand (David Bowie), Fascination Street (The Cure), War Pigs (Black Sabbath)

Encore 2: All Night Thing

(Set: Pearl Jam OnLine.it)

20 de Novembro: Temple of the Dog em Seattle I

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Data: 20/11/2016

Cidade: Seattle

Local: Paramount Theatre

POSTER:

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SETLIST:

Intro music: Man Of Golden Words (Mother Love Bone – Instrumental version)

Setlist: Say Hello 2 Heaven, Wooden Jesus, Call Me a Dog, Your Saviour, Stardog Champion (Mother Love Bone), Stargazer (Mother Love Bone), Seasons (Chris Cornell), Jump Into the Fire (Harry Nilsson), Four Walled World, I’m a Mover (Free), Pushin Forward Back, Hunger Strike, Hey Baby (New Rising Sun) (Jimi Hendrix), Heartshine (Mother Love Bone), River of Deceit (Mad Season), Holy Roller (Mother Love Bone), Reach Down

Encore: Man of Golden Words (Mother Love Bone)/Comfortably Numb (Pink Floyd), Baby Lemonade (Syd Barrett), Times of Trouble, Achilles Last Stand (Led Zeppelin), Holy Holy (David Bowie), Fascination Street (The Cure), War Pigs (Black Sabbath)

Encore 2: All Night Thing

(Fonte: PearlJamOnline)

“Só o Amor Pode Mudar Tudo”: 1 Ano do Show que o PJ fez em São Paulo

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São Paulo 14/11/2015: só o amor pode curar tudo!

Aos 45 do segundo tempo resolvi ir ao show de São Paulo, no Morumbi, na turnê que aconteceu ano passado. E que decisão acertada tomei!

Depois da alforria que foi o Show de Porto Alegre na Arena do Grêmio, tendo, inclusive, o meu e-mail sendo lido pelo próprio Eddie Vedder, o que querer mais de um show do Pearl Jam?

A dúvida me ocorreu até uma semana antes do show de Porto Alegre, e, no fim, resolvi arriscar e viajar mais uns 1,5 mil quilômetros para assistir ao show de São Paulo. Entre meus amigos, esse era o show que carregava a menor expectativa de toda a turnê. Achávamos que o set seria ‘morno’ e bem conservador, por motivos nossos mesmo. E talvez até fosse ser. Porém, um dia antes, uma tragédia sem precedentes na história abalou o mundo da música, quando um grupo de terroristas abriu fogo na casa de shows Bataclan em pleno show do The Eagles of the Death Metal. 90 pessoas morreram.

Ao amanhecer do dia 14/11/2015, nos arredores do Morumbi, o assunto era só um, e um sentimento agonizante predominava na atmosfera. Não tínhamos como não desviar o pensamento para aquilo que havia acontecido. Pois como fãs do Pearl Jam, já havíamos sentido o gosto amargo da morte em um show de nossa banda favorita.

A tarde trouxe um calor escaldante, e o numero de pessoas foi aumentando vertiginosamente. Muito barulho na fila, drones sobrevoando os presentes (mais tarde entenderíamos o porquê), e eis que, por um momento, conseguimos escutar uma música dentro do estádio.

Era ‘Of the Earth’ que tocava.

Jamais consegui confirmar se aquilo foi realmente a passagem de som, ou se o sol bateu tão forte que me fez delirar. A única testemunha é minha memória.

As horas não passavam. E o sol judiava.
Santa grade que era disputada pelos seus centímetros de sombra…

Enfim, com o Morumbi praticamente lotado, eis que surge o Pearl Jam no palco!
Eddie empunhou sua guitarra, olhou para cima como se estivesse precisando de alguma bênção, deu um suspiro que todos os 60 mil presentes conseguiram perceber, e em um acorde em Ré maior começou a longa jornada que seria esse épico show.

‘Long Road’ foi escolhida para abrir. E sim, foi uma ocasião perfeita para essa música. Seguida de Of the Girl, e Love Boat Captain, o inicio do show de São Paulo já me queimara a língua em seus 10 primeiros minutos! Merkinball, Binaural e Riot Act estavam perfeitamente representados.

Eddie estava visivelmente nervoso, o que fez com que parte do público (inclusive eu) ficasse nervoso também. O show era uma mistura de sentimentos: um Eddie nervoso, um público em parte nervoso também, e, ainda por cima, uma grande tempestade se aproximava…

A sequência do setlist foi paulada atrás de paulada. Do The Evolution, Hail Hail, Why Go, Getaway, Mind Your Manners e uma furiosa versão de Deep fizeram o morumbi tremer!

Em Corduroy, um forte vento começou a bater contra o palco, e uma correria pode ser vista no backstage. Em Lightning Bolt – como se o destino estivesse delicadamente atento a todos os detalhes – um festival de raios era visto no céu negro do Morumbi. No meio da musica, uma torre de alto falantes despencou e o show teve de ser paralisado por alguns minutos.
A mistura de sentimentos seguia.

O palco chacoalhava intensamente quando Eddie surgiu com um violão, e acalmou os 60 mil presentes com uma versão acústica de Small Town. Eddie foi corajoso, pois realmente todo o palco se movia.
Nessa resenha quero deixar meus parabéns à equipe de montagem de palco que trabalhou no Morumbi. Vocês fizeram um serviço de primeira! Salvaram a noite! Um erro naquela montagem e teríamos uma tragédia tão grande quanto à do Bataclan!

A banda voltou para acender novamente o caldeirão chamado Morumbi com uma frenética versão de Even Flow. Logo em seguida, o Eddie pegou sua guitarra e os primeiros acordes de Come Back fizeram lágrimas descer em alguns presentes. Como é linda essa canção! Enfim, o Abacate estava devidamente representado também!

Swallowed whole foi uma grata surpresa naquela noite, ela funcionou muito bem. Enfim, Given to Fly! E nós descobrimos o porquê dos drones sobrevoando as filas! Eles estavam filmando os presentes e, durante Given, as imagens foram para os telões. Muito bem sacado!

Jeremy veio como um soco forte em cada um. Os b-sides são a parte que mais espero nos shows, porém os hits como Jeremy são os que levantam o estádio, é incrível ver todos cantando alto cada letra dessa canção de 25 anos. Em seguida veio o ápice do show pra mim…

Betterman.

Não é minha canção favorita, mas naquele dia algo surreal aconteceu. Quem estava lá sabe.
A canção fluía de maneira ‘normal’ a meu ver, e então, a tão desejada chuva veio nos refrescar! Como uma ‘ola’ a chuva atingiu primeiro a parte da frente do palco e logo veio avançando e cobrindo o estádio todo! Conforme ela vinha, os gritos iam aumentando e não houve um presente sequer que não se entusiasmou com aquele fato! Durante a música eu me virei e vi as arquibancadas pulando, as duas pistas pulando, foi algo que jamais vou esquecer!

Sem deixar o êxtase do público baixar, Rearviewmirror foi executada furiosamente antes de a banda fazer uma pequena parada.

Depois do encore, Footsteps deu um ar de melancolia e reflexão a todos, seguida de Imagine – e a mensagem de John Lennon para o Morumbi – e a bela Sirens, que fez o público novamente cantar à plenos pulmões! Um coral lindo no final deixou tudo mais perfeito ainda!

Antes de seguir o show, o Eddie ainda brincou dizendo “one more quiet”, e desferiu os acordes endiabrados de Whipping! Eu confesso que fiquei eufórico nessa hora, Whipping foi uma surpresa incrível no setlist!

Terminando Whipping veio outra baita surpresa: I am Mine. Eu fiquei surpreso com a recepção de I am Mine por parte do público, ela foi recebida como foi recebido Jeremy, Given to Fly, Betterman! Incrível o público daquele dia no Morumbi, sensacional mesmo!

Então, após I Am Mine, a banda excomungou toda sua raiva na intensa Blood! Jamais pensei que ouviria Deep e Blood naquela mesma noite, que sensação incrível Blood sendo executada ali na minha frente! Enfim Porch, e os presentes já começavam a sentir um gostinho de fim de show…

Na volta do encore, uma sequência de Comatose, State of love and trust e a sempre tocante Black embalaram o público. Luzes apagadas, um refletor em Stone… E tínhamos Alive para delírio de todos!

O público, sempre que pode, deu um espetáculo. Seja em Sirens, ou em Imagine com os celulares acesos, ou nas tags de Black e na interação que Alive traz… Mas foi em Rockin in The Free World que tudo ganhou ares de ‘’épicidade’’. O Pearl Jam nos levou até aquelas festinhas de escola quando éramos crianças com Rockin. É algo difícil de descrever, porém Rockin foi a música que fez o público dançar, interagir com o colega do lado, comemorar o momento. Foi algo inesquecível!

Yellow Ledbetter veio sempre linda e tocante, e nós começamos automaticamente a lembrar de todo o show desde o inicio… A banda se despediu, e um coro inquieto de “Pearl Jam” “Pearl Jam” por parte do público fez os caras voltarem e empunhar seus instrumentos novamente. All Along The Watchower foi um presente de ‘muito obrigado’ por parte da banda para com o público, que ‘segundo palavras do eddie’, fez aquele show se tornar possível mesmo com tudo aquilo que havia ocorrido anteriormente.

O show do dia 14/11/2015 no Morumbi foi diferente dos outros.
Todos são diferentes, alguém irá dizer, mas a atmosfera daquele dia talvez eu nunca mais vá experimentar em outro show do Pearl Jam.

Foi diferente, foi lindo.

Sábia decisão que eu tomei aos 45 do segundo tempo.

 Texto: Cristiano Feix

7 de Novembro: Temple of the Dog em Nova York

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Ontem o Temple of the Dog tocou no famoso Madison Square Garden, em Nova York! Vejam abaixo o setlist:

1. Say Hello 2 Heaven
2. Wooden Jesus
3. Call Me a Dog
4. Your Saviour
5. Stardog Champion (Mother Love Bone)
6. Stargazer (Mother Love Bone)
7. Seasons (Chris Cornell)
8. Jump Into the Fire (Harry Nilsson)
9. Four Walled World
10. I’m a Mover (Free)
11. Pushin’ Forward Back
12. Hunger Strike
13. Quicksand (David Bowie)
14. Heartshine (Mother Love Bone)
15. River of Deceit (Mad Season)
16. Holy Roller (Mother Love Bone)
17. Reach Down

Encore Break
18 Man of Golden Words (Mother Love Bone) > Comfortably Numb (Pink Floyd) (Chris Cornell solo acoustic)
19. Times of Trouble
20. Achilles Last Stand (Led Zeppelin)
21. Missing (Chris Cornell)
22. Fascination Street (The Cure)
23. War Pigs (Black Sabbath)

Encore Break

24. All Night Thing.