Review: Show do Pearl Jam em Brasília

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Olá pessoal, já publicamos um review de Porto Alegre, mas, claro, faltam os outros shows. Não fomos em São Paulo, mas estávamos nos outros três restantes, por isso, irei falar sobre Brasília agora.

Estar em um show do Pearl Jam é sempre uma experiência marcante. Por mais vezes que a gente vá no show dos caras várias vezes, sempre fica uma sensação de que estamos lá pela primeira vez: o clima, o palco, as guitarras sendo ajustadas para cada música, as luzes, até que… Apagam-se as luzes e lá estão eles, entram de repente e já começam a tocar!

Com relação à organização, não tinha nada a reclamar: bastante espaço em volta do estádio (o estacionamento é bem grande, graças às regras da fifa de capacidade de carros), bastante bancas pra tomar aquela cervejinha e comer alguma coisa, e uma absoluta tranquilidade para entrar no estádio. Cheguei eram 16:30, então já havia passado a muvuca do pessoal que chegou bem cedo, e ainda não estávamos na hora do “rush”, quando muitas pessoas saem do trabalho e vão para o show.

O problema foi nesse momento de rush. Muitas pessoas entrando na mesma hora e a organização do show não deu conta da demanda. Resultado? Filas e mais filas para entrar, e o show começando com uma hora de atraso. Uma pena…

Agora vamos ao show.

O setlist foi, junto com o show de São Paulo, o melhor da turnê. Abrir com Release é sempre incrível! É impressionante como essa música, por mais que seja tocada, mantém-se carregada de emoção na voz do Eddie! E emendar com Wash e depois Nothingman foi de cair a casa!

Algumas músicas depois, mais uma “trinca” de perder o fôlego: Brain of J, Tremos Christ e In My Tree! Tremor Christ tem uma letra excelente e uma levada muito legal. Mas o ponto alto do show, para mim, foi In My Tree. Para quem acompanha esse devotado site, sabe o quanto eu admiro essa música,  chegando a escrever em um review que ela é a música mais importante do Pearl Jam (e reafirmo aqui novamente!). A letra é linda, tocante, e a bateria dela na versão de estúdio faz ela ser singular. É uma pena que o Matt tenha estragado o ritmo que o Jack Irons criou; ficou uma bateria normal, simples, sem a levada do disco de estúdio. Mas tudo bem, ela é linda de qualquer jeito!

Outra música que foi tocada, e que eu acho bem legal ao vivo, é My Father’s Son. Mas ouvir Habit, já no final do set principal, foi outro ponto alto! Ela parece empolgar a banda de um jeito que Even Flow, por exemplo, não empolga mais. Isso acontece provavelmente porque Habit aparece menos vezes (bem menos vezes, na verdade) do que Even Flow, por isso, foi uma boa surpresa ouvi-la ao vivo!

Agora, os encores. Fiquei um pouco decepcionado pelo fato de banda ter deixado (quase) de lado o set acústico. Nos shows da turnê norte-americana eles eram mais marcantes, mais músicas eram tocadas “unplugged”; no Brasil, o começo do primeiro encore até era mais acústico, mas poucas músicas depois a coisa já ia ficando mais pesada.

Em Brasília isso durou apenas duas músicas: Redemption Song (que o Eddie só sabe cantar o refrão e uma ou outra frase) e Mother, que fica ótima ao vivo.

No segundo encore gostei de Last Exit. Pelo que deu pra perceber, o início do segundo encore em todos o shows teve uma música mais rara sendo tocada, e Last Exit é bem legal! Além disso, mais à frente, teve Leash, outra música muito boa ao vivo e que empolga todo mundo.

Tirando o atraso devido à falta de organização, o show foi, de forma geral, um ótimo show e uma ótima noite!

Antes de concluir, um pequeno desabafo: vamos parar com o empurra-empurra, principalmente quando o Eddie se aproxima do público. É impressionante como as pessoas não ligam se há apenas um milímetro de espaço na sua frente, elas tem que empurrar o que está no caminho e tomar o lugar; além disso, se apoiam no ombro, esmagam quem está na grade, e assim por diante. Passou-se o tempo em que as plateias se amontoavam e se empurravam durante o show – sabemos o que aconteceu no ano 2000, durante um show do próprio Pearl Jam. A coisa é uma bola de neve, basta um pequeno grupo resolver avançar, que a coisa vai ganhando proporções até perder-se totalmente o controle da situação.

Bom, é isso! Em breve, mais reviews!

 

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20 thoughts on “Review: Show do Pearl Jam em Brasília”

  1. Eu fui em três shows desta vez, mas só consigo pensar nos que perdi. Principalmente este de Brasília. Não cheguei nem a ouvir Release e Pendulum que eram as músicas mais tocadas.
    Quanto à organização, é claro que se todos decidissem ir só na hora de começar o show haveria problemas. Existe todo protocolo. O próprio ingresso dizia para chegar 4 horas antes.

  2. Essa foto foi você que tirou?
    Com essa visão privilegiada não dá para reclamar do empurra-empurra.
    Mas eu entendo, até no show do EV teve isso.

  3. Bem Legal a análise de vocês, quero deixar observação que fiquei contente pois tive a oportunidade de conhecer e almoçar com Diogo de SC e João duas pessoas muito bacanas, mundos e cidades diferentes se encontrando através do Pearl Jam , bom saber que essa banda maravilhosa ainda tem esse poder. Um forte abraço a todos. Mateus

  4. Bem que pra 2016 podiam lançar um DVD(duplo, melhor) oficial dessa tour, umas 4 músicas ou mais selecionadas de de cada show, e também extras de bastidores da banda, os fãs, as cidades….

  5. Eu sou de Brasília e me senti encantada com tudo e com todos. Quando Eddie mencionou se sentir em Seattle, por conta do clima, eu pirei. Fora o set que me fez flutuar. Também tive sorte em estar perto de uma galera mega gentil, que dividiram comigo a oportunidade de ver bem pertinho toda a banda.

  6. O problema da organização foi MUITO pior do que o simples fato de um acúmulo de gente no horário de rush. O problema foi que a organização percebeu que tanto cadeira de baixo quanto cadeira de cima seriam setores relativamente vazios, e aí resolveram segurar o pessoal da cadeira de cima até resolverem a situação. Por fim, deram uma solução estapafúrdia: mandaram a galera da cadeira de cima para a cadeira de baixo, que custava o dobro do valor. Sendo assim, você tinha a situação bizarra de sentar num lugar pior ou ao lado de quem pagou até um quarto do valor que você (caso ele seja estudante e você não). Shame on them.

  7. Na minha opinião o melhor set da turnê! O pré-show foi mto tranquilo, pois havia bastante espaço no entorno do estádio (lindo por sinal). João, além das músicas que vc citou no post, incluiria Crazy Mary. Grata surpresa. O ponto negativo, além do atraso, finalizar com Indifference.

    Ps: João, estava do seu lado oposto do corredor da grade e na hora que o Vedder desceu, em Porch, só veio essa imagem em minha mente: https://www.youtube.com/watch?v=7_eDMjv0HwU (mais precisamente aos 3m08s).

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