Opinião: Pearl Jam no Rock in Rio 2017

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Pearl Jam no Rock in Rio 2017 e a eterna dúvida, vale assistir o Pearl Jam em festival?

Logo que se anunciaram os possíveis candidatos a serem headliners no festival brasileiro Rock in Rio 2017, já se iniciou uma ‘batalha campal’ nas páginas do facebook sobre a banda. O motivo da discussão? Uns querem o Pearl Jam no RIR, outros não.

De fato as experiências no Brasil com o Pearl Jam solo (principalmente no ano passado) nos deixam entusiasmados de ver eles de novo aqui em sua turnê. Mas, todos sabem que ano que vem provavelmente a banda estará em turnê de um novo disco, e sabemos que o Brasil ou a América do Sul não é prioridade em lançamentos de turnês da banda. Jogando por baixo, talvez eles viessem na segunda metade de 2018, ou mais provavelmente em 2019.

Ai vem o fato, prefere esperar ou vamos encarar o Rock in Rio?

Eu não tenho dúvidas que gostaria de ver o Pearl Jam no RIR 2017. Vou citar o(s) por que(s).

Primeiramente o tempo de espera até eles voltarem com turnê solo, esperar mais de três anos é muito tempo… Ainda mais tendo a chance de ver eles aqui no RIR 17.

Segundo é que a experiência do RIR deve ser muito maior do que o Lollapalooza. No RIR (apesar de ter muita música POP e outros), provavelmente os headliners serão do mesmo calibre do Pearl Jam, talvez até na mesma noite. Quem não sonha aqui com uma dobradinha Pearl Jam + Soundgarden, ou Pearl Jam + Alice in Chains? Não é impossível!

Terceiro é o Pearl Jam. Para o Lolla, os caras não ensaiaram, estavam no meio de uma gravação de disco, com a cabeça voltada pra próxima turnê. O show foi muito bom (eu estava lá), mesmo sendo um show de hits e bem conservador. A verdade é que o público que chegou madrugada para pegar um bom lugar e viu sua banda favorita entrar no palco passado das 21:30 hrs estava exausto, e isso ‘amornou’ o show. Ninguém que torrou o dia todo naquele sol teria pique para pular o show todo, como é feito nos shows solo da banda.

Os setlists de festivais são um caso à parte. Em 2015 na Austrália o Pearl Jam tocou raridades como In Hiding, Chloe Dancer, Chrown of Thorns. Em 2014 no Austin Texas limits festival, tocaram You Are, Down, Yellow Moon. Em 2013, no Voodoo Festival, em New Orleans, rolou In My Tree, Present Tense, Inside Job. Tá, eu sei que os festivais fora do país são diferentes, mas ainda em 2013 nos shows da Argentina e Chile (ambos festivais) rolaram músicas que os fãs adoram como Present Tense, Deep, Save You, I got Id entre outras. Então posso acreditar que mesmo se tratando de um festival do tamanho do RIR, pode pintar muito B Side por aí… E esse frio na barriga eu confesso que me deixa mais animado ainda!
Por fim, não vou citar aqui tudo que pode ou não acontecer num show de festival, coloquei os pontos que acredito serem suficientes para entender que ver o Pearl Jam no RIR pode ser demais! Acredito que tanto o Pearl Jam quanto o Rock in Rio só tem a ganhar com este casamento!

Texto: Cristiano Feix

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24 thoughts on “Opinião: Pearl Jam no Rock in Rio 2017”

    1. Concordo. Ainda mais por que o RIR não é compatível com a política de shows do PJ. No RIR, por exemplo, seria impossível pré-venda. Até mesmo na venda geral, comprar um ingresso é difícil, quase todos ficam nas mãos de patrocinadores e globais.

  1. No rock in rio você torra o dia todo, desde que entra lá se quiser pegar lugar bom para assistir o show principal,que acontece por volta de meia noite ou uma hora da manhã, tem que assistir todos os outros shows e se você sair não consegue o mesmo lugar mais. Sem falar que a quantidade de pessoas te amassando é muita… Rock in rio 2015 para mim foi uma experiência tensa rsrs ia ser legal se eles tocassem antes de meia noite, ai sim… Se não eu preferia esperar o próximo show solo.

  2. Pearl Jam no RiR sempre foi meu sonho. Desde 2001 quando eles quase vieram. E não acredito em show tão conservador assim em se tratando de mais uma passagem pelo Rio em curto espaço de tempo. Acredito até que eles possam querer “causar”, quem sabe tocam até o Ten na íntegra, a exemplo do Bruce Springsteen que em 2013 tocou “Born in the Usa”. Acho que o PEARL JAM e o Rock in Rio mereciam este encontro para ambas as histórias. E quem ficar de mimimi, melhor acompanhar pela multishow e deixar mais ingresso disponível porque vai bombar!

  3. Quem prefere esperar a ter a possibilidade de ve-los no RIR, esperem meus amores.
    Enquanto vcs ficam aí reclamando do RIR. das bandas que lá tocam, que é só o que esse povo sabe fazer na vida, reclamar. Eu vou é curtir o show da minha banda preferida em um festival que, já fui em uma noite de puro rock and roll e foi uma experiência incrível.

  4. Entendo, gostei do ponto de vista em relação ao encontro das bandas no mesmo dia de festival, também gostaria de curtir shows do Pearl Jam no Brasil o quanto antes, para eles deve ser demais participar de um evento do tamanho e proporção do RIR, porém, prefiro shows solo. Quando vêm para turnês é muito mais divertido, há verdadeira comoção entre os fãs, interação, sem contar que tocam no mínimo em 3 cidades diferentes, os shows são maiores em relação à duração, isso para não falar do set list …, o ânimo e o diálogo com o público são incomparáveis e não há dissonância do mesmo. Mas, se vierem para o RIR, é claro que não deixaremos de ir.

  5. Acho que ano que vem será o ano de calmaria da banda. Eles vão esfriar a cabeça pra no final de 2017 começarem a gravar um novo disco, pra lançamento em 2018.

    A matéria diz que eles já estarão em turnê pro sucessor do Lightning Bolt, mas é bom lembrar que o Pearl Jam está na estaca zero de um novo trabalho e quem conhece a banda sabe que eles são bem devagar pra isso… Primeiro falam que vão gravar algo, demoram meses pra realmente entrar no estúdio, depois mais meses pra concluir o trabalho, meses pra lançar… Ou eles me surpreenderiam ou só veríamos um disco novo em 2018, no máximo final de 2017.

    Logo o caminho fica livre pra uma apresentação no RiR no mesmo nível do Lolla 2013. Midiaticamente é bom pra banda, é bom pros fãs que podem ver mais shows deles no país, mesmo sendo um tempo muito curto entre as apresentações aqui.

    Bom lembrar que o mercado dos shows no Brasil anda meio sem opções, já que as bandas que andam fazendo sucesso lá fora não enchem festivais aqui, o que faz com que os produtores daqui, pressionados a lotar um Rock In Rio, recorram a bandas mais velhas e que frequentemente vem ao Brasil, como o Pearl Jam Red Hot Chili Peppers e Paul McCartney.

    Pra 2017, sobre Pearl Jam: um ano de poucos shows solo (ou nenhum), alguns festivais e um final de ano de gravações.

    Em 2018, sim. Aí o bicho pega.

  6. Massa a ideia de uma noite grunge… Poderiam reviver esta ideia assim como foi no Hollywood Rock/1993… Daí entrava o Pearl Jam no lugar do Nirvana e o Soundgarden no lugar do L7. Com Alice in Chains e Red Hot Chili Peppers tava formado o quarteto.

      1. Negar a qualidade instrumental (no minimo) das músicas da Ivete Sangalo ou outros músicos brasileiros é bem ignorante.

        Não acompanho a carreira da Ivete Sangalo, mas ela trabalha com músicos excelentes e possui uma grande bagagem musical, sim. Músicos que se inspiram em bandas como o Pearl Jam. Se não te agrada é outra história, mas respeite e aceite, acima de tudo.

        “Música boa” é MUITO relativo, ninguém, muito menos você, tem propriedade pra definir o que é ou não bom na música.

        Se nem Eddie Vedder, com 50 anos, sendo que uns 30 anos de carreira musical, nega o talento de uma cantora como Beyonce, os fãs mexericas vão?

        Preconceito musical é coisa pra revoltadinho que quer ter razão. Cresça.

      2. A música brasileira é de uma pobreza ímpar. Qualidade técnica e musical são coisas distintas. A música brasileira nasce de uma melodia pueril, associada a um batuque de tambor. É pobre em harmonia, contraponto, dinâmica, polirritmia, e por ai vai.
        Não nego que existam ou que existiram grandes músicos no Brasil, mas definitivamente, Ivete não pertence a tal conjunto. Música boa não é nada relativo. Assim como na arte em geral, Música boa é aquela que agrega algo a pessoa, que a faz pensar, evoluir como indivíduo… Ivete – só para ficar neste exemplo – falha com louvor.

  7. Entendo seu ponto e sua interpretação do que é “música boa”, mas mesmo ela é relativa. O que te acrescenta como individuo pode não acrescentar em outra pessoa, assim como mesmo uma simples melodia (ou pobre, como você prefere dizer) pode despertar sentimentos e ideias mesmo em grandes mentes.

    Se a arte trata sobre manifestação de sentimentos, ai que a coisa passa a ser menos etiquetada ainda.

    Cabe também um pouco de conhecimento a bagagem musical que Ivete e seus músicos – só pra ficar neste exemplo – que não chegaram onde estão com conhecimento pueril. Como dito, as inspirações dessas pessoas são de Pearl Jam pra cima, pra não falar de toda a experiência que se adquire com anos de prática e visão do mundo….

    E quanto à melodias derivadas de “batuque de tambor”: por si só isso não desqualifica nada.,. É possível retirar boas ideias com esse som de qualquer mente, imagino que uma evoluída como a sua pode conseguir o mesmo… Ou só Mozart pra te fazer sentir ou pensar algo?

    Música boa é o que soa bom aos ouvidos, seja o seu ou o dos outros. Não vejo motivo pra desqualificar algo que você não gosta, mas que gera valor para tantos outros. Isso, assim como qualquer outro assunto do mundo, não é preto ou branco, é em tons de cinza, que não são vistos da mesma forma por todos. E nunca será.

    Respeito, acima de tudo, demonstra a capacidade evoluída de uma pessoa que sabe respeitar o gosto e opinião dos outros. Percebe assim que pode aprender com um arranjo simples, de batuque pobre, ou numa sinfonia, com harmonias complexas e profundas.

    Tudo agrega conhecimento se você saber aprender com erros, acertos e, sobretudo. diferenças.

  8. Bom, eu não gostaria de ter que aguentar lá na grade o dia inteiro, torrando no sol e tendo que assistir bandas de talento duvidoso pra ter que assistir ao Pearl Jam… Faria… mas não é a minha preferência e muito menos minha ideia de diversão ideal… Espero calmamente pela tour daqui 3 anos e ainda escuto as músicas novas… que sempre valem a pena!

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