Opinião: Let’s Play Two

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Foto: Carmen Tagliaferri

 

Assisti ao documentário Let’s Play Two no cinema e posso dizer que saí da sala satisfeito. A ideia de mesclar os shows que a banda fez no Wrigley Field com a paixão do Eddie pelo Chicago Cubs, time de beisebol que joga no estádio, funciona bem. A estrutura do filme é muito simples: intercalar algumas das músicas que o Pearl Jam tocou nos shows com a caminhada que o Cubs teve até o título que conquistou, depois de mais de 100 anos de espera.

Vamos juntos com o Eddie nessa caminhada, e à medida que assistimos a músicas como Low Light, Jeremy, Given to Fly, Alive, Inside Job (ponto alto do filme, na minha opinião), vamos entendendo um pouco a relação que o Eddie tem com o clube. Gostei muito de ver o quanto o filme valoriza os fãs, mostrando o pessoal na fila, no bar em frente ao estádio (entrevistaram a dona do local) e de um cara chamado John, que perdeu o pai recentemente e foi o primeiro na fila de um dos shows, chegando 4 dias antes. John recebe uma bela homenagem do Eddie, que dedica Release a ele.

Gostei também da edição do filme, principalmente durante o show. Foi captado os melhores momentos de cada membro, sem valorizar esse ou aquele integrante. Só senti falta de ver mais entrevistas com os outros integrantes (o Stone, por exemplo, não fala quase nada, apenas o Mike fala um pouco mais). Isso deixa o Eddie como o protagonista, mas tudo bem, eu entendo, esse é um filme sobre o amor que o Eddie sente pelo Chicago Cubs, então era esperado esse foco no Eddie. Só espero que a banda não seja sempre focada apenas nele, vide Backspacer, Lightning Bolt, que possuem quase todas as músicas compostas pelo Eddie, e uma ausência de trabalhos paralelos dos outros integrantes.

Mas voltando ao filme, foi interessante acompanhar o Eddie nessa experiência tanto pessoal – focando na relação dele com o Chicago Cubs – quanto universal. Universal no sentido de vermos a banda tocando no palco, a devoção dos fãs e a entrega que a banda faz quando faz uma apresentação ao vivo.

Em suma, acredito que a falta de músicas novas faz com que fiquemos satisfeitos de ver a banda novamente, ainda mais na tela de cinema. Li críticas que queriam ver mais Pearl Jam no palco e menos beisebol no campo, mas acho que, se levarmos em conta a proposta do documentário, dá para ver uma boa quantidade de Pearl Jam ao vivo e matar um pouco a saudade deles.

Fico no aguardo de um Touring Band 2, mas o Let’s Play Two já valeu o ingresso.

 

Texto: João Felipe Gremski

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4 thoughts on “Opinião: Let’s Play Two”

  1. Gostei muito do filme…achei bem básico e atingiu o objetivo. Acho que algumas músicas poderiam ser trocadas por outras…mas muito bom no geral

  2. “Eu gostei muito do filme em geral, como a vontade de ver o Pearl Jam em açao é tanta, voce acaba aceitando algumas falhas, como popr exemplo, poderia ter deixado finalizar o solo de “BLACK”, foi um grande pecado ali, mas as lagrimas cairam mesmo em “RELEASE” e “INSIDE JOB”, ver fãs como JOHN e GLEASON tentando explicar o sentimento que essa banda passa, me vi ali.” Nos veremos ano que vem…#PJ2018

    ~Antonio Almeida~

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