Texto: Uma Breve Análise do Show no Maracanã

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Meu review desse show do Pearl Jam no Rio começa há dois anos e meio, em Novembro de 2015. Desde a turnê daquele ano, me mantive afastado de muitas coisas que cercam o Pearl Jam. E fiz isso por vários motivos. Até mesmo estava cogitando não ir a nenhum show em 2018, e a decisão de ir só aconteceu em um bar de Curitiba enquanto tomava um chop com o João e outro amigo nosso, em janeiro. Muitas razões, entre as quais saber que a probabilidade de ouvir músicas que me marcaram muito seria baixíssima, me fizeram pela primeira vez ir a um show do Pearl Jam sem expectativa alguma.  

Entramos no Maracanã por volta de 17:30-18 hrs e poucas pessoas se acumulavam em frente ao palco, longe de onde decidimos ficar para evitar tumultos e empurra-empurra. Antes de falar do show do Pearl Jam, abro parênteses para elogiar a Royal Blood. Conhecia poucas músicas do duo, mas a qualidade do som me impressionou. Por volta das 20:30, a ansiedade tomou conta. A mesma ansiedade que recordo ter sentido nos demais shows que acompanhei deles e do Ed. Quando as luzes se apagaram e a banda entrou com o belo piano de Metamorphosis ao fundo, foi impossível não se emocionar com Release. Sempre bela, marcante, forte e inspiradora. O começo incrível se confirmou com Low Light e All Night, duas que nunca havia ouvido ao vivo. Além disso, ouvir Immortality, Garden, In Hiding e Inside Job torna qualquer show especial, não só por serem músicas pouco tocadas, mas principalmente pelas letras que são incríveis.  

Dois pontos me chamaram atenção. Primeiro, o Maracanã não estava lotado como em 2015. Eram nítidos os espaços em branco nas arquibancadas, e também na pista onde pela primeira vez em um show do Pearl Jam não me senti esmagado contra ninguém. Inclusive, era possível circular pelas pessoas relativamente de maneira tranquila. Segundo, senti que o Ed estava diferente. De todos os shows em que fui, foi o que menos interagiu com o público, mesmo tendo descido para a plateia e arriscado algumas palavras. Mas, deu pra notar algo um pouco diferente das outras vezes, e o motivo realmente não sei. 

A participação de Chad Smith e Josh Klinghoffer, do Red Hot, deixou a noite ainda mais interessante. Sai do Maracanã com duas certezas: 1) O Pearl Jam é incrível ao vivo, e não importa quantas vezes já vimos a banda, o sentimento sempre será o mesmo. 2) Nunca ouvirei Light Years e In My Tree (minhas músicas favoritas) ao vivo, mas sei que todas as outras serão capazes de compensar esse fato com emoção, profundidade e energia de maneira equivalente.

Texto: Luiz Henrique Varzinczak 

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6 comentários em “Texto: Uma Breve Análise do Show no Maracanã”

  1. Para mim, cada show do Pearl Jam é mágico de alguma maneira. Ouvir Garden e Inside job mexeu comigo de um jeito que até agora me pergunto se não foi um sonho ou invenção da minha cabeça. Começar a apresentação com Release foi uma covardia – essa música me remete à minha relação com o meu próprio pai.
    Mas acho que nunca vou vê-los tocando “thin air”, infelizmente!

  2. Posso dizer que o dia 21/22 março pra mim foi inesquecível. Acabei o show do PJ, voltei pra MG e minha filha nasceu menos de 11 horas após o show. O show foi sensacional. Melhor que o de 2015 no Maracanã. Pra escutar In Hiding e Inside Job, faria esta loucura toda novamente. Mais uma vez em razão do horário do metrô tivemos um show diminuído. Único “senão” é que esperava mais músicas do “momento assentado”, após o Encore 1. Thin Air, All or none ou Off he goes tornariam o show ainda mais memorável. Torcer pra que voltem logo ao Brasil. Imagino que pelo ocorrido na Argentina, essa volta será em breve…

  3. Olá pessoal,

    Acho que o Pearl Jam está frequentando muito o Brasil, isso faz com que a procura para os shows diminua, a medida que não se tem novidades em relação a material novo. Porém, discordo um pouco do público. É evidente que não estava completamente lotado o show, eu também estava lá, mas com certeza tinha mais de 50.000 pessoas. Se analisarmos a situação econômica do país, o dia do show (quarta-feira) e a situação catastrófica e inibidora que o Rio de Janeiro proporciona, achei que foi gente demais até, comprovando a tese que o PJ carrega multidões.
    Vale lembrar que no Lolla, o PJ conquistou até público que foram ver outras bandas, estive presente e constatei isso!

    Enfim, show que tem Inside Job, In Hidding, Garden, Immortality entre outras, é pra matar qualquer um do coração…rs

    Grande abraço a todos.

  4. Fui com a expectativa de ver o PJ na Argentina e no dia foi decepcionante não poder ver a banda na quele dia, mais fui Pro Rio com a esperança de conseguir ouvir e ver a banda tocar músicas q já estamos acostumado a ouvir, iniciou com Release foi como se eu estivesse em uma viagem interestelar. Luiz eu encontrei forças nas músicas do PEARL JAM e espero q vc sempre encontre também, pois eu adoro ler seus textos sobre a banda, nao esquece disso

  5. O show foi muito bom, mas não superou minhas expectativas (inclusive achei melhor que a apresentação do Lolla). A setlist foi até bem construída, mas mais uma vez Binaural e Riot Act foram esquecidos. Já vi 5 shows do Pearl Jam e só executaram Insignificance e Save You desses álbuns. Putz! Pelo menos nessa nova apresentação pude apreciar outras 8 músicas que ainda não tinha visto ao vivo, com isso já são 77 músicas diferentes em 5 shows (média de mais de 15/show).

    Obs1: Mais uma vez o Rio fica no quase com Smile (frustrante).
    Obs2: Poderiam equilibrar os B’s. (Sampa teve os melhores)
    Obs3: Continuarei minha saga em busca de Light Years.

  6. Oi Luiz!
    Também achei, pela primeira vez, o Eddie um pouco diferente. Saí com essa mesma sensação e tenho a impressão disso ser causado por essa não ser uma turnê deles, mas sim um show ‘encaixado’ no meio de uma turnê do Lola, viajando junto com várias bandas.. Isso deve dar uma bagunçada no modo com os artistas se preparam para seus shows…

    Agora estou na expectativa de como serão os shows solo do Eddie.. Vou em duas noites e espero vê-lo inspirado novamente!!

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