Chris Cornell – 1 Ano.

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Hoje completa-se 1 ano da morte do Chris Cornell. Tenho certeza que todos ficaram em choque ao ler a notícia e pensaram ser uma brincadeira de mau gosto, uma piada desnecessária e absurda.

Mas sim, faz 1 ano que o Chris nos deixou. E posso dizer, sem hesitar, que ele foi um dos maiores músicos da história do rock. Digo isso com facilidade pois, vendo a trajetória dele desde antes de fazer sucesso até o dia da sua morte, fica fácil perceber que ele foi um artista completo; um cara que conseguiu conciliar três coisas dificílimas dentro desse ramo maluco que é ser um ‘rock star’: fama qualidade e respeito.

Fama não significa necessariamente que o artista tem qualidade (veja-se o caso de muitos artistas famosos por aí), mas toda a fama conquistada por ele foi, sem dúvida, 100% merecida. A vida de sucesso, o dinheiro, etc, tudo foi merecido, seja pela qualidade das suas composições, pela sua voz potente e singular e pela pessoa que ele era.

E aí entro na terceira característica do Chris, e que é, sem dúvida, a mais difícil de conquistar: o respeito. Fãs e músicos de todas as bandas pertencentes à mesma “árvore musical do rock”, bem como de outros gêneros musicais, respeitavam e admiravam o Chris – seja na sua pessoa, seja nas suas composições. E isso ele foi conquistando aos poucos, sem forçar nada, sem tentar aparecer, sem tentar chamar a atenção. Foi simplesmente fazendo a sua arte, tentando comunicar ao mundo seus medos, sua raiva, seu amor.

O respeito veio da sua qualidade como artista, a fama foi merecida, e essa correlação é muito difícil de encontrar em um artista. Chris Cornell foi um desses raros exemplos, não tenho dúvida nenhuma. Por isso faz tanta falta.

Sua música vive hoje em nós, e viverá para sempre. Esse é o legado que ele nos deixou.

Texto: João Felipe Gremski

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Parabéns Binaural!

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Hoje o Binaural atinge a maioridade! 18 anos!

Vocês sabiam que a foto da capa é a de uma estrela morrendo?

Diz muito sobre o clima do disco.

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“Behind her eyes there’s curtains…
And they’ve been closed to hide the flames,… remains…

She knows… their future’s burning,
But she can smile just the same, same…

And though her mood is fine today
There’s a fear they’ll soon be parting ways

Standing, like a statue
A chin of stone, a heart of clay, hey…

And though he’s too big a man to say
There’s a fear they’ll soon be parting ways

Drifiting away,… Drifting away,… Drifting away…”

Novo álbum só em 2019?

Jeff concedeu uma entrevista à Rádio KEXP de Seattle, entre outras coisas ele disse que o novo disco deve demorar mais um pouco para sair.

“Eu gostaria de ter uma resposta… Nós compomos uma tonelada de canções nesse tempo todo e será apenas uma questão de fazermos uma triagem para escolhermos as músicas. Felizmente e infelizmente, temos vários shows chegando e isso não vai acontecer tão cedo”.

Logo mais, em Junho, o Pearl Jam começa uma série de shows na Europa.Jeff

A Distância entre Neil Young e Pearl Jam

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Outro dia, em uma conversa entre amigos, foi mencionado o fato de Neil Young não fazer mais parte da vida ativa do Pearl Jam como antigamente.

Fui obrigado a mergulhar numa profunda análise de caso, uma das mais doídas que já fiz desde que passei a admirar a ambos (Pearl Jam e Neil Young).

Quero deixar dito já nos primeiros parágrafos que tudo que será colocado aqui é baseado única e exclusivamente em uma opinião de quem acompanha de perto a carreira de Neil Young e dos membros do Pearl Jam. Logo, posso estar completamente errado e/ou equivocado nas colocações abaixo. Reconheço isso.

Mas vamos ao que interessa. A história de Neil Young e o Pearl Jam se cruzou desde antes da banda se chamar Pearl Jam. Dentre as várias teorias já tecidas para o nome Pearl Jam, uma das mais coerentes aponta que Jeff Ament e Stone Gossard decidiram chamar sua nova banda de Pearl Jam em um show do Neil Young. Pearl seria uma gíria de surfistas para indicar quando a ponta da prancha é submersa na água. Além disso Eddie tinha de fato uma bisavó chamada Pearl, então as coincidências foram levando a banda a escolher esse nome. Já o “Jam” veio nesse show de Neil Young em Nova York em 1991, onde muitas “Jams” (improvisos) são feitos.

Pearl Jam, então, nascia como o nome da jovem banda de Seattle. Certa vez Eddie disse algo como “o conflito criativo que transforma um grão de areia em uma joia”.

A influência de Neil Young já era enorme mesmo antes do Pearl Jam excursionar com ele, se apresentar no VMA, e gravar um disco absurdamente bom com o “Old Man”.

O tempo passou e em todas as grandes decisões da banda, Neil Young esteve junto, aconselhando. Quando em 2000 a tragédia de Roskilde quase pôs um fim à história do Pearl Jam, Neil Young (entre outros) foi um dos que foi até Seattle e aconselhou a banda a continuar sua caminhada.

No início da década de 2000, Neil Young e o Pearl Jam lideraram uma turnê pelos Estados Unidos contra George W.Bush. Sempre com uma ideologia muito parecida em todos os aspectos.

Foram muitos anos de apresentações acústicas no Bridge School Benefit Concert, que infelizmente acabou tendo sua última e derradeira edição em 2016.

Os anos passaram para todos. Neil Young ensinou muito ao Pearl Jam, e vice-versa.

Mas notoriamente nos últimos 5 anos a banda se distanciou demais de Neil Young. Poucas fotos, quase nenhum contato público.

Uma das últimas menções podemos encontrar no encarte do álbum Lightning Bolt do Pearl Jam, onde no final existe uma dedicatória para Neil Young.

Neil Young vem excursionando com a banda dos filhos de Willie Nelson, The Promise of The Real. Neil segue trabalhando muito, só nos últimos 2 anos ele lançou 5 discos.

Pearl Jam segue na ativa também. Eles estiveram aqui no Brasil recentemente com o mesmo tesão da década de 90. É uma banda das melhores em relação aos shows ao vivo.

Neil Young sempre foi a parte mais impactante do Pearl Jam.

Neil era o símbolo de como a geração antiga de ícones do Rock n Roll recebia a nova banda do movimento Grunge de Seattle. Com extrema admiração e vontade de fazer parte daquilo, da verdade musical do Pearl Jam. Neil era o cara que dava conselhos, que apontava os caminhos, que apoiava e criticava como um pai critica o filho. Como um tio na verdade, o Uncle Neil.

Essa distância entre as partes é inexplicável, e ao mesmo tempo muito triste. Neil Young deveria ter feito o discurso de indução no Rock n Roll Hall of Fame em Abril do ano passado, mas alegou estar doente e foi substituído por David Letterman. Balela. Dois dias depois Neil Young participou de um show do Blues Traveller e fez um duelo de Harmônica com um dos integrantes da banda. Não aponto Neil Young como mentiroso da história, mas quem conhece a história de Neil Young sabe que se fosse preciso ele iria deitado numa maca fazer aquele discurso. Algo nas entrelinhas aconteceu, e interferiu nesse discurso.

Neil Young não fez nenhuma menção sobre isso em suas redes sociais, nada. Apenas uma pequena nota comunicando a ausência na cerimônia.

Nos últimos anos, de relevante a ser considerado, houve um rompimento no casamento de Neil Young e Pegi Young.

Pegi sempre foi a força motriz por detrás da Bridge School, escola para crianças com deficiência mental, que desde a década de 80 atua em várias cidades dos Estados Unidos e do Canadá. Neil Young era o responsável direto pelo Bridge School Benefit, que anualmente reunia uma leva de artistas para um show acústico que levantava fundos de doação para as escolas. O Pearl Jam participou, ao longo da história, 10 vezes do show. Eddie Vedder se apresentou outras 4 vezes solo. Este incrível show acústico infelizmente acabou, e nada me tira da cabeça que Eddie Vedder era o cara para seguir o projeto (mas aí é outra história).

Esse rompimento fez Neil Young se afastar de alguns antigos amigos, como David Crosby, ex parceiro da lendária super banda Crosby, Stills, Nash & Young. E algo me diz que esse rompimento abalou também a amizade entre os membros do Pearl Jam e o Neil.

Essa distância entre as partes, agora que ambos gozam de uma maturidade de vida artística e particular, é algo que não me sai da cabeça. É difícil entender os porquês, mas é possível analisar os fatos, e estes apontam para uma falta de interesse em cruzar os caminhos novamente.

Uma pena.

Como eu referi anteriormente, Neil Young sempre foi a parte mais impactante do Pearl Jam, por tudo que já viveram juntos. Sem Neil Young, certamente o Pearl Jam não teria suportado a década de 90. Neil salvou a banda de inúmeras maneiras.

Todos sabemos que as pessoas mudam, trocam de amigos, ideologias.

Mas, se durante o processo houve algum erro de alguma parte, por favor, pelo bem de todos, tratem de se acertar e voltar a fazer parte da vida um do outro.  Vocês tem tanto a fazer juntos ainda! Olhem o mundo ao redor, Trump, Monsanto, Direitos Humanos, Marcha contra o Armamento! Em todas essas situações, o Pearl Jam e o Neil Young estavam envolvidos, porém, de forma separada!

Que a relação entre Neil Young e o Pearl Jam seja mais do que tocar um Rockin in The Free World show sim, show não. Que seja maior, porquê sabemos que juntos, eles são o melhor para todos!

Texto: Cristiano Feix

Dave Abbruzzese Fala Sobre Acústico da MTV e Hall da Fama

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Em matéria publicada no site Rock in the Head (e fruto de uma entrevista concedida ao jornalista Michael Aubrecht), o ex-baterista do Pearl Jam, Dave Abbruzzese, fala sobre o acústico da MTV e sobre o fato de não ter sido chamado pela Rock n’ Roll Hall of Fame.

Sobre o acústico, Dave menciona:

“Eu estava sem dormir por 30 horas e tive uma infecção sinusal, além de ter ficado gripado. Nós começamos aquele acústico só depois da meia-noite, sabe? Acrescente a tudo isso que não tivemos uma verdadeira passagem de som antes… Os monitores e o público estavam todos ao meu redor e eu estava tocando apenas com um mínimo de som do monitor. Houve longos trechos daquele show que eu toquei sem nenhuma referência audível ao que os outros caras da banda estavam tocando”.

“Eu acho que o meu estilo de tocar neste show, foi resultado de apenas curtir uma noite agradável com boa música, e tendo confiança em mim e nos meus amigos para fazer um bom trabalho. Além disso, foi o momento que era mágico… Nós nunca descansávamos e vivíamos para tocar a nossa música. Desde o início quando entrei na banda, nós tínhamos que provar as nossas coisas a toda hora, sabe? Tínhamos que fazer acontecer praticamente todas as noites e sabíamos que se tivéssemos sucesso, só dependeria de nós!”

E sobre o Hall da Fama, apenas uma breve lembrança do fato:

“Incomoda o fato da banda não ter agido de forma respeitosa no Hall of Fame, pelo quanto trabalhamos e pelo que conseguimos antes de eu ser demitido do grupo”.

(créditos da tradução para o pessoal da Rock in the Head)

Jeff Ament Irá Lançar um Novo Álbum + Outras Novidades

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A newsletter desse mês, dentre algumas outras novidades (abaixo), anunciou que o Jeff irá lançar um novo álbum!

O trabalho se chamará “Ament – Heaven/Hell” e já tem o primeiro single à venda na loja oficial do Pearl Jam (foto acima é referente ao single).

O link para compra é o seguinte:

https://pearljam.com/shop/featured-items/ament-safe-in-the-car-bw-captain-cook-7-vinyl

Além dessa boa nova, o Pearl Jam, em parceria com a empresa COPA, colocou à venda camisas das seleções (não todas) que irão participar da Copa do Mundo. Abaixo, uma foto da camisa brasileira:

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E por último, mas não menos importante, as datas de lançamento dos bootlegs da turnê sul-americana:

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