Filme do Mirrorball

Em 1995 o Pearl Jam saiu em turnê pela Europa como banda de apoio ao Neil Young para divulgar o disco Mirrorball, que contou com o próprio Pearl Jam também na sua criação.

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Pois bem… Neil Young tem revirado seus arquivos e relançado muitas coisas nos últimos anos, ele criou um site chamado Neil Young Archives que vêm divulgando bastante coisa inédita em alta qualidade.

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Nesse site tem uma página chamada “Letters to the editor” onde o próprio Neil Young responde algumas perguntas de fãs ali. Eis que um fã perguntou se existia algum vídeo inédito da era Mirroball;

Acompanhe a resposta de Neil Young;

“As músicas do Mirrorball… Elas fazem parte de um filme de Dublin que nunca foi visto, estamos formatando isso e provavelmente aparecerá no Hearse Theater.”

Hearse Theater é um canal de vídeos direto do site que transmitiu shows do Neil Young ao longo do último ano. Ele lança vídeos de seus shows por ali também. Ou seja, em breve veremos algum material inédito de uma época de ouro da banda no canal do Uncle Neil!

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Um texto sobre o Pearl Jam

Sim, este é um textão daqueles apaixonados de um fã que não consegue descrever o que essa banda representa na vida dele. Se você não curte melodrama com uma grande dose de parcialidade em prol da banda… Nem leia. Se você ainda sim arriscar, saiba que seremos confidentes por um breve momento no qual vou tentar descrever a jornada que é ser fã do Pearl Jam.

Hoje o Pearl Jam completa 28 anos desde a primeira apresentação. Ontem, este que vos fala completou 30 de idade. No mínimo há uns 10 anos, eu passei a ser um fã inveterado dessa banda. Lembro que quando conheci o Pearl Jam, a primeira coisa que pensei foi “esse cara que está cantando, ele existe mesmo?”. Sim, parece um clichê assim como no filme Pearl Jam Twenty (eu alertei sobre o melodrama), mas o pensamento foi realmente este.

Era inevitável que eu fosse atrás da banda. Cada música descoberta era uma paixão que nascia no peito. E conforme o tempo passava, as coisas na minha vida iam de mal a pior. Foi um período dark total.

Olhando para trás, e guardadas as devidas proporções, eu tenho sérias dúvidas se eu teria suportado muito tempo se não tivesse descoberto essa banda. Parece que eles me davam o que eu precisava ouvir naquele momento… e isso fazia uma força brotar no meu peito para seguir adiante mesmo quando tudo conspirava para dar errado.

A vida seguiu e o Pearl Jam me deu praticamente tudo que eu sou hoje.

Meus melhores amigos da vida eu conheci em shows da banda.

Eu aprendi a tocar guitarra tentando desafinadamente tocar Who You Are do Pearl Jam em casa. E de tanto tentar e tentar, há dois meses atrás fiz meu debut nos palcos tocando com uma banda cover do Pearl Jam, algo surreal pra quem há 5 anos não sabia nem empunhar um violão de forma coerente.

Eu conheci a mulher da minha vida na fila de um show do Pearl Jam, e nós noivamos num show do Pearl Jam!

Eu tive minha história contada pelo Eddie em 2015 e ele dedicou a nós a nossa música (I got Id).

Mas chega de falar de mim, e do quanto essa banda me representa como ser humano.

Vamos aos caras. O Pearl Jam é aquela banda que vale a pena… É a banda que não vai te decepcionar dentro e fora dos palcos. É a banda que vai dar tudo de si, tudo que pode, todas as vezes que você precisar. Ela vai te conectar com muitas outras pessoas mais do que qualquer outra, pois os fãs de Pearl Jam só querem falar de Pearl Jam! Ela é a banda que vai brigar por você, independentemente do local e mesmo sabendo que eles vão perder essa briga (ticketmaster). Ela vai ser aquela banda que você vai ter orgulho de dizer pra quem não conhece, que eles são os caras. Você terá tanto orgulho que vai disseminar as letras de cada disco como se fossem palavras bíblicas (sim, tem fã que não precisa de religião, pois tem o Pearl Jam).

Os adjetivos são intermináveis, ainda mais vindos de quem deve tanto à banda, mas eu vou reduzir tudo à uma pequena historia que lembrei agora.

Quando conheci minha esposa, nós enfrentamos um longo relacionamento à distância antes de finalmente noivarmos e morar juntos. E nesse tempo de distância, nada nos dava mais força do que o Pearl Jam. Fazíamos dos finais de semana nossos encontros para ver shows e ficar conversando pelo telefone, msn etc. Eu lembro dos dias terríveis que a saudade apertava de uma forma inexplicável, mas tudo ficava calmo quando sentávamos na frente do computador para conversar e ouvíamos algum disco do Pearl Jam. Era algo espiritual que experimentávamos. Eu nem consigo descrever aquele tempo sem sentir um nó na garganta. Mas no fim tudo ficava bem, pois, mesmo que tudo desse errado (e na maioria das vezes dava), nós tínhamos o Pearl Jam.

Hoje a banda faz 28 anos, e eu ainda não tenho ideia do quão importante eles se tornaram para mim.

Conhecendo os fãs de Pearl Jam ao longo dos anos, creio que essa frase acima se aplica para muitos outros que, assim como eu, sentem-se em débito com esses caras.

No dia do aniversário deles, não consigo dizer parabéns, acho que a palavra mais correta é; Obrigado!

 

Texto: Cristiano Feix

Pearl Jam arrecada R$ 42 milhões para os sem-teto em Seattle

A banda fez parcerias com mais de 170 empresas locais e, juntamente com os shows em Seattle, arrecadou o montante de R$42 milhões de reais.

Esse dinheiro será revertido para organizações beneficentes da cidade. Cerca de 8 milhões de dólares serão distribuídos para várias entidades que prestam auxílio para pessoas sem-teto em Seattle, e outros 1.3 milhões irão para fundações selecionadas pela banda com o auxílio de especialistas na área.

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“Desde o início nós esperávamos que empresas, fundações e pessoas se interessassem nesse trabalho,” disse o guitarrista Stone Gossard em uma declaração para a Billboard.

“Os shows na nossa terra natal tinham como objetivo trazer esse problema para a atenção de todos nós — aumentar nossa conscientização sobre esse problema complexo, nossa empatia com nossos vizinhos que estão passando por essas dificuldades, e nossa vontade de trabalhar juntos.

Nós estamos orgulhosos do que já fizemos até o momento. Agora, precisamos nos manter inspirados. Existe muitas outras coisas a serem feitas.”

Além da parceria com as empresas e o dinheiro de bilheteria, a banda também arrecadou com doações dos fãs e com o dinheiro do merchandising especial feito para os Home Shows.

Série Guitarras do Pearl Jam – Ep3

Duo tone Hamer de Stone Gossard.

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A Duotone Hamer foi uma guitarra que o Stone usou lá nos idos de 1997 a 1999. É uma guitarra que tem a função de ser elétrica e acústica ao mesmo tempo, o que traz uma comodidade durante apresentações ao vivo, não necessitando da troca de equipamento.
Stone provavelmente procurou esta guitarra buscando algum nível de proximidade com o violão, mas com a comodidade de uma guitarra. Luan Dondé nos descreveu a Duotone de Stone da seguinte forma;
“A grande sacada dessa guitarra é que ela é uma semi acústica com captadores Humbuckers e Piezo na ponte. Esta guitarra tem duas saídas, onde ele usava o pedal Stereo 25k da Ernie Ball. Dessa forma ele podia misturar o som dos dois captadores ou escolher somente um deles. Ao vivo isso é fantástico!”

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A guitarra Duotone Hamer de Stone é de fabricação 1995. Não sabemos em que ano exatamente ele adquiriu, mas como este foi um grande período de experimentação do Pearl Jam, provavelmente ele tenha adquirido na época da tour No Code mesmo.
Stone usou esta guitarra no famoso “Live on Two Legs” de 1998 nas músicas Daughter e Rockin in the Free World. Ele também usou a Duotone para tocar outras músicas ao longo dos shows , tais como Black e Betterman.

Stone com a Duotone
Essa guitarra fez um certo sucesso na época de lançamento, mas logo foi substituída pela maior “veracidade” que o violão acústico oferece. Outros grandes artistas foram adeptos dessa Duotone, podemos citar Chris Cornell e Dweezil Zappa (filho de Frank Zappa).

Setlists; Eddie Vedder Ohana Fest 29/09/2018

Eddie Vedder
Ohana Festival 2018
Doheny State Beach
Show Set List
September 29, 2018
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Walk On Music: Batman Theme with Harper on vocals
Ed Onstage 8:09
Ed Offstage 9:54

01. Unthought Known
02. Wishlist
03. Keep Me In Your Heart-(Calderon, Zevon)
04. Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
05. Good Woman-(Marshall)
06. Better Man w/ Liz Phair
07. I Am Mine
08. Sleeping By Myself
09. Without You
10. Drifting
11. Far Behind
12. Guaranteed
13. Rise
14. Just Breathe
15. Wildflowers-(Petty) w/ Scott Thurston
16. Room At The Top-(Petty) w/ Scott Thurston
17. I Won’t Back Down-(Lynne, Petty) w/Scott Thurston
18. Isn’t It A Pity-(Harrison)
19. Porch
20. Should I Stay Or Should I Go?-(Headon, Jones, Simonon, Strummer)
21. Open All Night-(Springsteen)
22. Hard Sun-(Peterson) w/ Johnny Marr bg vocals
23. Rockin’ In The Free World-(Young) with Yeah, Yeah, Yeahs and other guests

O fim do Showbox?

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O lendário Showbox, reduto visceral da cena cultural de Seattle está com seus dias contados. Um grande prédio será levantado no local onde o Showbox existe hoje, fazendo com que a casa de espetáculos seja demolida.

A importância do Showbox para a cultura de Seattle e dos Estados Unidos como um todo é gigantesca… Foi fundado em 1939 para ser um teatro (e durante todo o tempo de sua existência ele foi, realmente), mas foi na música que ele ganhou notoriedade mundo afora.  Nomes lendários da música se apresentaram no intimista espaço de Seattle; Muddy Waters, Jimmy Hendrix, Ramones, Nat King Cole, The Police, Devo… e tantos outros grandes nomes que poderíamos citar aqui.

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Foi um espaço que acompanhou a era de ouro do Jazz, passando pelo R&B até se consagrar como casa de shows de Rock n’Roll. Como uma das primeiras casas do Grunge. Soundgarden fez seu show de reunião no Showbox em 2010 (usando o nome NUDEDRAGONS, um trocadilho com as letras do nome da banda para deixar o show mais ‘secreto’).

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O Pearl Jam gravou um ótimo registro em DVD lá nos idos da tour Riot Act.

Do The Evolution – Showbox

Mike McCready já fez apresentações com a Flight To Mars (banda tributo ao UFO) com renda revertida pra caridade no ShowBox.

O espaço será demolido para que seja levantado um prédio de escritórios de 44 andares em seu lugar. O que fez uma campanha nascer nos últimos meses, com vários artistas envolvidos. “SaveTheShowbox” é uma hashtag constante no twitter. Além disso, uma lista impressionante de artistas tem se manifestado contra a demolição do Showbox. Pearl Jam, Stone Temple Pilots, Foo Fighters, The Melvins, Queens of Stone Age, Black Keys, Dave Mathews e muitos outros tem usado suas mídias sociais para manifestar sua descordância sobre a maneira que a prefeitura de Seattle tratou o Showbox, desconsiderando toda a história dele.

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A comunidade musical de Seattle e amigos, como um todo, se levantou em prol da causa do Showbox, e alguns grupos locais estão tentando mudar o status do Showbox para um marco histórico, fazendo assim com que seja proibido a sua demolição. Uma carta foi enviada ao governo, com assinaturas de diversos nomes da música, no cabeçalho da carta colocaram uma frase de Jimi Hendrix : “Se há algo a ser mudado neste mundo, então, isso só pode acontecer através da música”.

Além disso, uma petição online pode ser assinada nesse link

A data definitiva de demolição ainda não foi divulgada. O que temos, por hora, é a vontade de inúmeros artistas em preservar um dos locais mais definitivos da história contemporânea da música. O resultado de tudo isso iremos divulgar aqui conforme os acontecimentos.

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Eddie Vedder escreve prefácio de livro sobre o The Who

O livro “Join Together” (with the band), de William Snyder, conta em imagens muitas coisas de dentro e fora dos palcos da banda The Who. As imagens variam de 1980 até 2017, e trazem muita coisa dos bastidores da banda.
O prefácio ficou a cargo de Eddie Vedder, fã absolutamente declarado da banda, que escreveu as seguintes palavras.

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“Para mim, todos os convites para tocar com o THE WHO se transformaram em alguns dos momentos mais empolgantes da minha vida. Isto remonta ao que foi escrito anteriormente sobre a música, não apenas tendo propriedades restaurativas, mas também capacidade de salvar vidas. Pois eu sou um exemplo. Eu sou a prova”.

“De alguma forma, através das minhas piores provações e tribulações, quando não havia ninguém para quem recorrer numa adolescência conturbada me afogando sozinho no mar, a música deles veio como um navio da Guarda Costeira com um farol de holofote e me tirou de inúmeros apuros desesperados, que seriam insustentáveis de outra maneira. A sua música e palavras infundiram força suficiente em mim para combater a impotência completa que eu estava sentindo na época, e me colocou no caminho de uma vida além da imaginação ou dos meus sonhos”.

“Eu sou grato? Sim. Com cada célula do meu corpo, neurônios e sinapses disparando no meu cérebro? Afirmativo. Cada segundo de cada dia? Fodidamente sim”.

“Com isso dito, você pode imaginar que foi esmagador os nossos primeiros encontros. No entanto, algo incrível aconteceu… Devido à sua generosidade, amizade e aceitação, de repente eu cresci além dos elementos do passado e fui capacitado e ganhei permissão a seguir em frente. Aqueles coisas ruins fizeram parte da minha história, mas não mais me definia”.