Shows (Já) Históricos: PJ no Lolla 2018

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Com o excelente show do Rio de Janeiro na bagagem, fui ao Lollapalooza sem maiores expectativas em termos de setlist ou de acompanhar de perto (grade) a apresentação do Pearl Jam.

Porém, logo ao chegar no palco Budweiser pude perceber que havia espaço de sobra próximo às grades do corredor central, isso lá por meio dia. O convidativo espaço com uma pequena sombra foi o que me convenceu de encarar mais uma maratona de 9 horas de espera até o show do Pearl Jam.

No primeiro show da tarde, Tagore, foi uma grata surpresa. Um show bem caprichado, com intensidade e boa música. Agradou, e muito, os poucos corajosos que estavam no palco com um sol ardente em suas cabeças. Logo após, no show da Ego Kill Talent, o público já era maior, mas ainda havia muito espaço. O show da EKT foi pesado, e muito surpreendente. É inegável o talento de todos, a sincronia e a precisão musical de cada um.

O tempo foi passando e os espaços diminuindo. Alguns problemas com os “furões” que eram repreendidos por aqueles que estavam na grade desde o meio dia. Aliás, quero usar o espaço aqui para criticar essas pessoas que chegam em cima da hora do show, e tentam de todos os jeitos ir para frente do palco. Isso é um desrespeito primeiro com a galera que está ali desde o início, sofrendo com o sol alto, desidratada, sem poder ir ao banheiro ou se alimentar bem, só para ter um bom lugar na hora do show. E em segundo lugar, é um desrespeito com a banda que você tanto idolatra. Com toda certeza, se você é um fã do Pearl Jam, sabe dos ativismos e da luta por igualdade e respeito com o próximo da banda. Fazendo isso, você desrespeita o seu colega, fã e também a banda que você admira. Sejamos melhores do que isso, por favor pessoal!

Às 16 horas da tarde Anderson Paak & The National Free trouxeram um show dançante e bem diferente ao palco Budweiser. Apesar dos graves quase terem estourado meus tímpanos (sério, abusaram demais dos graves), o show teve uma boa pegada e o público curtiu bastante.

Já no crepúsculo da tarde, e inicio da noite, com o palco já tomado por milhares de fãs, a banda The National apareceu e fez um show muito seguro que agradou demais aos fãs (e eles estavam ali, aos montes!) e os que não conheciam direito a banda (meu caso). Boa música, um show corretíssimo e uma ótima apresentação.

Aliás, quero de novo usar o espaço aqui para elogiar a escolha das bandas do palco Budweiser. Em 2013, no Jockey, a escolha foi um desastre. Muito experimentalismo, muita banda estranha para uma maratona exaustiva até o show do The Hives e do Pearl Jam. Em 2018 todas as apresentações foram excelentes. Mesmo nos diferentes estilos, conseguiram encaixar ótimos músicos.

Já eram 21 horas em ponto, o público se aglomerava cada vez mais para perto do palco quando Metamorphosis iniciou a épica jornada que foi o show do Pearl Jam no Lollapalooza Brasil 2018. O inicio com Wash foi, além de um acerto incrível, um clamor aos céus por uma chuva que pudesse refrescar os mais de 100 mil presentes nessa lendária noite. Que música linda para uma abertura!

A sequência de hits com Corduroy, Evolution, Why Go, Mind Your Manners e Small Town me deu uma sensação de que o show seria como o de 2013 no mesmo Lollapalooza, cheio de clássicos e quase nenhum improviso ou B-Side… Mas essa sensação foi dissipada por um discurso emotivo de Eddie Vedder sobre os assassinatos em escolas americanas e o fácil acesso à armas que existe por lá. Ali, pude perceber que algumas coisas estavam guardadas para esse show. Logo após o emotivo discurso, Can’t Deny Me foi executada raivosamente, e acompanhada a plenos pulmões pelo público. Seguindo o show, Even Flow trouxe o público aos anos 90 novamente, com toda a sua empolgação. Essa é a parte do show em que até o segurança ali na frente arregala os olhos e pensa “caramba, esse povo todo conhece essa música!”.

Durante Even Flow foi posicionado um segundo microfone no palco. Como eu estava bem a frente, pude perceber vários e vários cartazes pedindo músicas durante o show. Um deles dizia “Hunger Strike”, e eu realmente pensei que alguém assumiria os vocais do Cornell nessa que seria uma homenagem das mais lindas… Mas, na verdade como sabemos, era uma homenagem ao Perry Farrell por seu aniversário que está por vir, e um dueto com Eddie Vedder ao som de Mountain Song de sua ex banda Jane’s Addiction. Não posso dizer que gostei, pois, o microfone do Perry estava muito baixo, acho que talvez na transmissão tenha ficado melhor… Espero, pelo menos.

Logo depois, Breath veio como um soco em nossas caras, um soco de alegria, nostalgia, felicidade por estarmos todos ali, celebrando essa grande banda que nos ama (sim, somos amados pelo Pearl Jam).

Eddie empunhou sua guitarra e falou um pouco sobre o David Byrne, improvisou um pouco com Pulled Up e soltou a voz para cantar Unthought Known, a sempre presente canção mais executada do Backspacer.

Seguindo o show, em Jeremy, Eddie desceu e subiu no degrau da grade bem na minha frente! Eu e todos os meus amigos pegamos em sua mão, ele interagiu conosco, e felizmente foi embora bem rapidinho. Digo felizmente porque a galera atrás de nós, sempre tentando também chegar perto, estava nos esmagando de uma forma brutal. Essa é sempre a parte ruim do Eddie descer, a aglomeração na frente que pode se tornar perigosa.

Após Jeremy a sempre bela Sirens apareceu pela primeira vez nos shows desse ano, para a alegria de todos ali. É a música mais funcional do disco Lightning Bolt ao vivo, sem dúvidas. Seguindo o show, Down foi outra surpresa que me entusiasmou demais! Que música maravilhosa e que feliz escolha coloca-la no setlist.

Eddie novamente empunhou sua guitarra e fez uma justa pequena homenagem à Stone Gossard. Aliás, Stone estava diferente nesse show, se a banda estava a 100 km p/h, Stone estava à 110! Ele foi pro lado do Mike várias vezes (o que é raríssimo), interagiu com o público, fez solos incríveis, se ajoelhou!

Stone, um grande salve para Stone!

Seguindo o setlist, Betterman foi em homenagem à Stone Gossard e seu ativismo contra o desmatamento da floresta Amazônica, e então o ponto alto do show…

Caramba, quando o riff inicial de Hold On ecoou para nós, eu enlouqueci! Eu sei o quão raro é esta música e o quão raro seria ter essa música ali naquele dia. Imediatamente pensei comigo “poxa, essa deve ser a terceira ou quarta vez ao vivo dessa música, e eu estou aqui vendo isso acontecer”. Queira agradecer a Gabriele que pediu essa música, sinceramente, muito obrigado mesmo!

Com o dia já ganho, ainda pude presenciar de alma lavada a sempre linda Black e a participação dos 100 mil presentes no final com uma das cenas mais incríveis que já vi em um show do Pearl Jam. Once veio para incendiar o público e abrir caminho para Lukin e finalmente Porch para entendermos que o show já se encaminhava para seu final com ares de um show épico na nossa frente.

Na volta do encore, a troca de instrumentos entre Stone e Jeff denunciava que a próxima música do Setlist seria Smile (outra debutante no Brasil, se não me falha a memória), que colocou um sorriso ainda maior no público brasileiro! Um outro pequeno discurso sobre um cara que trabalha tanto (eu pensei que seria para Neil Young, mas disso falaremos outra hora), e Comfortably Numb para Waters nem Gilmour botarem defeito! Grande versão, grande solo de Mike McCready!

Ao Riff de Alive já sabíamos que o show chegava ao fim, não sem antes o Eddie novamente descer e cumprimentar os presentes na grade, no lado esquerdo, no direito, enfim, em todos os lugares. Nesse momento às luzes estavam já acesas e Baba O’Riley do The Who era a celebração do momento que seguia Alive, a celebração por estarmos vivos, mais vivos do que nunca no show do lendário Pearl Jam, a banda que nos molda como seres humanos a tanto tempo, e que apesar de todos os pesares, nunca nos decepciona.

Quando digo apesar dos pesares, me vem a mente os problemas na compra de ingressos, nas filas, a falta de organização da coordenação do espetáculo, à falta de água na frente do palco pro pessoal no Lollapalooza, os empurra-empurra, as pessoas filmando o show sem se importar com os que estão atrás, as pessoas que tentam invadir o teu espaço suado na frente do palco, as 9 horas de maratona do show do Lolla somados às mais de 48 horas de maratona no show do Rio para ver nossos heróis de perto…

Um Yellow Ledbetter que nem deveria ter sido executado apareceu, curto, mas foi o que ditou o fim do show. Um lendário show em todos os termos, pois foi o primeiro a ser transmitido ao vivo para o mundo todo daqui, do Brasil. Um show lendário porquê não houve nenhum incidente, tudo ocorreu bem. Um show lendário em termos de Setlist, em termos de entrega do grupo, em termos de participação do público! Este é apenas o meu 7º show do Pearl Jam, mas de longe esse vou lembrar como o melhor show, pelo conjunto da obra.

Obrigado Pearl Jam, e voltem logo com um disco novo!

Texto: Cristiano Feix

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30 de Março: Eddie Vedder em São Paulo III

WhatsApp Image 2018-03-30 at 14.19.29.jpegSETLIST:

01. Isn’t It A Pity-(Harrison) {on pump organ}
02. The Ship Song-(Cave)
03. Don’t Be Shy-(Stevens)
04. Just Breathe
(Speaking in Portuguese Ed compliments the audience and says he is going to miss everyone when he goes back home)
05. Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
06. Wishlist
07. Drifting

08. Sleeping By Myself
(Ed comments on the fact that every day at around four o’clock the clouds come and it downpours in Sao Paulo.  He hopes with this song he can bring the sun. )

09. Here Comes The Sun-(Harrison)

(Ed goes on about how incredibly grateful he is to have Glen come down here to play with him even though it is only for three shows.  Speaking in Portuguese Ed talks about hearing the song hundreds of times and that you need a song to rescue you.

10. Song Of Good Hope-(Hansard) w/ Glen Hansard [Ed vocals, Glen acoustic guitar and BG vocals.]  (Ed on wireless mic goes into the audience hugging and interacting with crowd. )

(We left this song for last.  We were walking around we heard so many requests for it we decided to play it tonight.  Last night was Drink All Night, tonight it is Drive All Night)

11. Drive All Night-(Springsteen) w/ Glen Hansard (Glen AC guitar main vocals, Ed pump organ, bg vocals)

(Speaking in Portuguese Ed spots Sergio in the audience and invites him up to the stage along with a friend of his.  He tells the audience that Sergio is a guitar maker and he made Ed a beautiful guitar. )

12. Far Behind
13.  Guaranteed

(When I was a young adult I would listen to this song and wonder what it was about and what it meant and I never, ever thought that I would see it so up close….)
14. The Needle and The Damage Done-(Young)
15. Rise
16. Better Man (on parlor guitar)
17. Forever Young-(Dylan) (played on the Sergio guitar.  It is for Sergio’s parents who are in the audience)
18.  Man Of The Hour
19. The End
20. Parting Ways
21. Last Kiss-(Cochran)
22. Porch
23. Better Days {Ed goes into the audience}
24. Sleepless Nights-(Bryant, Bryant) w/ Glen Hansard (Ed uke and vocals, Glen vocals-busk at front of stage away from mics)
25. Falling Slowly-(Hansard, Irglová) w/ Glen Hansard guitar and vocals, Ed vocals
26. Society-(Hannan) w/ Glen Hansard
(Ed compliments the audience and tells them how wonderful it has been in Sao Paulo)
27. Smile w/ Glen Hansard.  Glen electric guitar. Ed vocals and harmonica
28. Rockin’ In The Free World-(Young) w/ Glen Hansard on bass

(Speaking in Portuguese Ed brings out Patricia. She is the local tour manager and did the translations for Ed.)
29. Black w/ Sergio. (Ed plays guitar vocals, Sergio vocals.  Sergio starts and sings the first half of the song.  Ed sings second verse on.  Sergio picks up vocals for the outro
30. Hard Sun-(Peterson) w/ Glen Hansard
(Ed has the crew come out and take a bow with him.)

29 de Março: Eddie em São Paulo II

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Setlist:

Walk On Music:Tuolumne
Ed Onstage 10:10
Ed Offstage 12:29

01. I’m So Tired-(Fugazi)
02. Trouble-(Stevens)
03. Dead Man
04. Good Woman-(Marshall)
05. Wishlist
06. You’ve Got To Hide Your Love Away-(Lennon, McCartney)

(Eddie wishes the audience good evening and chats in Portuguêse.  The audience laughs a bit as he struggles with the language.  He says, “You know I am shit right?  Later I will drink some wine and I will speak Portuguêse perfectly.” He is talking about a girl named Arianne.  She is having an artificial heart implanted and wanted to name the heart Eddie.  Thanks to Fernando, our translator, fixer and guide here in Brazil for the translation.)

07. Picture In A Frame-(Brennan/Waits)
08. Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town-(on electric guitar)
09. Around The Bend
10. Can’t Keep
11. Sleeping By Myself

12. Soon Forget

13. No Ceiling
14. Far Behind
15. Guaranteed

(Ed talks about how fortunate and grateful he is to have Glen Hansard come down and play shows with him.)
16. Long Nights w/ Glen Hansard playing bass

17. Present Tense w/ Glen Hansard-(EV electric guitar & vocals, Glen Hansard acoustic guitar)
18. I Am A Patriot-(Van Zandt)

(A guy from last night with the loud bass voice shouts for “Throw Your Arms Around Me.”  Ed says, “He’s back…and he’s closer.”  Guy shouts “Don’t be afraid.”  Ed admits he is terrified so he plays the request)

19. Throw Your Arms Around Me-(Archer, Falconer, Howard, Miles, Seymour, Smith, Waters)

20. Speed Of Sound
(In Portuguêse, briefly talks about Tom Petty)
21. I Won’t Back Down-(Lynne, Petty)
22. Porch

Encore Break

23. Unthought Known
(“If I come out and see you or get near you please be gentle…” For the next song is on a wireless mic and goes into the audience)
24. Better Days
25. Falling Slowly-(Hansard, Irglová) w/ Glen Hansard guitar and vocals, Ed vocals
(The guys get another bottle of wine brought out.  EV asks Glen if he polishes his shoes? No. Do you do much polishing?  Glen can’t think of anything.  “How about that Oscar you won for the last song?  You sure polished off that wine bottle last night..”

26. Society-(Hannan) w/ Glen Hansard
27. Rockin’ In The Free World-(Young) w/ Glen Hansard on bass (A woman with a tambourine is invited up to play with Ed and Glen.  She gets a self portrait with Ed before she leaves the stage)
28. After Hours-(Reed)
29. Hard Sun-(Peterson) w/ Glen Hansard

28 de Março: Eddie em São Paulo I

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Local: Citybank Hall

Cidade: São Paulo

Setlist:

Walk On Music: Waving Palms
Ed Onstage  10:11
Ed Offstage  12:29

01. Intro Organ song
02. Walking The Cow-(Daniel Johnston)
03. Long Road
04. Brain Damage-(Waters)
05. Keep Me In Your Heart-(Calderon, Zevon)
06. I Am Mine

(In Portuguese he talks about his hero Tom Petty)

07. Wildflowers-(Petty)

(In Portuguese says the song is for (names couple).  Ed wonders if they are in the audience. He discovers that they are in attendance.)

08. Just Breathe
09. Without You
10.  Far Behind

11. Guaranteed
12. Millworker-(Taylor)-This is just the middle section rave up that Ed plays.  He doesn’t sing any lyrics.
13. Rise

14. Hurt-(Reznor)
15. Wishlist
(A request from a fan Ed met on the street.  José (?) requested the song for his father.  Ed struggles to remember how to play it.  He doesn’t want to fuck it up.  José might forgive him but he is unsure if the father would)

16. Light Years (Ed has a little trouble with the song.  Audience sings along and helps out)
17. Crazy Mary-(Williams)
18, Bad-(U2)
19. Immortality
(The audience are shouting song requests.  Ed says that after years of playing in a band with the very loud Mike McCready he has lost his hearing so he knows people are shouting but he can’t hear what they are saying.  He then addresses the audience in Portuguese.  Whatever he says they like)

20.  Masters Of War-(Dylan)
(In Portuguêse Ed asks the audience to hold up the lights on the phones for the next song
21. Imagine-(Lennon)
22. Porch

Encore Break
When Ed comes back out on stage someone throws him a tambourine for a change.  He signs and returns it. He talks about how it has been great being down here for a month with all the positive energy from the people here. He introduces Glen.

23.  Sleepless Nights-(Bryant, Bryant) {{performed busking style at the front of the stage away from the mics)
24. Society-(Hannan) w/ Glen Hansard
25. Should I Stay Or Should I Go?-(Headon, Jones, Simonon, Strummer)
26. Hard Sun-(Peterson) w/ Glen Hansard

Poster:

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Download: Pearl Jam – Lolla 2018

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Aqui está o vídeo do show pelo Mediafire (o link ficou estranho, mas é só clicar em cima):

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E pelo Google drive (novo link):

https://drive.google.com/open?id=1htp_0POw1-cRV9mALmUmce8y8qwyrCX0

Bom show!

Qualquer problema com o download, avisem lá!

Texto: Uma Breve Análise do Show no Maracanã

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Meu review desse show do Pearl Jam no Rio começa há dois anos e meio, em Novembro de 2015. Desde a turnê daquele ano, me mantive afastado de muitas coisas que cercam o Pearl Jam. E fiz isso por vários motivos. Até mesmo estava cogitando não ir a nenhum show em 2018, e a decisão de ir só aconteceu em um bar de Curitiba enquanto tomava um chop com o João e outro amigo nosso, em janeiro. Muitas razões, entre as quais saber que a probabilidade de ouvir músicas que me marcaram muito seria baixíssima, me fizeram pela primeira vez ir a um show do Pearl Jam sem expectativa alguma.  

Entramos no Maracanã por volta de 17:30-18 hrs e poucas pessoas se acumulavam em frente ao palco, longe de onde decidimos ficar para evitar tumultos e empurra-empurra. Antes de falar do show do Pearl Jam, abro parênteses para elogiar a Royal Blood. Conhecia poucas músicas do duo, mas a qualidade do som me impressionou. Por volta das 20:30, a ansiedade tomou conta. A mesma ansiedade que recordo ter sentido nos demais shows que acompanhei deles e do Ed. Quando as luzes se apagaram e a banda entrou com o belo piano de Metamorphosis ao fundo, foi impossível não se emocionar com Release. Sempre bela, marcante, forte e inspiradora. O começo incrível se confirmou com Low Light e All Night, duas que nunca havia ouvido ao vivo. Além disso, ouvir Immortality, Garden, In Hiding e Inside Job torna qualquer show especial, não só por serem músicas pouco tocadas, mas principalmente pelas letras que são incríveis.  

Dois pontos me chamaram atenção. Primeiro, o Maracanã não estava lotado como em 2015. Eram nítidos os espaços em branco nas arquibancadas, e também na pista onde pela primeira vez em um show do Pearl Jam não me senti esmagado contra ninguém. Inclusive, era possível circular pelas pessoas relativamente de maneira tranquila. Segundo, senti que o Ed estava diferente. De todos os shows em que fui, foi o que menos interagiu com o público, mesmo tendo descido para a plateia e arriscado algumas palavras. Mas, deu pra notar algo um pouco diferente das outras vezes, e o motivo realmente não sei. 

A participação de Chad Smith e Josh Klinghoffer, do Red Hot, deixou a noite ainda mais interessante. Sai do Maracanã com duas certezas: 1) O Pearl Jam é incrível ao vivo, e não importa quantas vezes já vimos a banda, o sentimento sempre será o mesmo. 2) Nunca ouvirei Light Years e In My Tree (minhas músicas favoritas) ao vivo, mas sei que todas as outras serão capazes de compensar esse fato com emoção, profundidade e energia de maneira equivalente.

Texto: Luiz Henrique Varzinczak 

24 de Março: Pearl Jam no Lolla São Paulo

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Foto: O Estado de São Paulo.

Eis abaixo o set do Pearl Jam ontem, no Lollapalooza.

O show foi transmitido ao vivo pela Multishow.

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01. Wash
02. Corduroy (during the solo Ed greats Mike and asks “how is your hand”.  Mike is too busy soloing to really acknowledge him) extended instrumental and outro
03. Do The Evolution (normal communion ritual during the bridge)
04. Why Go
05. Mind Your Manners

(In Portuguêse Ed wishes the audience a good evening.  The audience chuckles and Ed prepares to read his phonetic Portuguese notes.  He chuckles as well  He thanks Perry Farrell for putting on the festival and says something about family?)

06. Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town

(Ed talks about the “March For Our Lives” marches that were going on in the states.  The kids are demanding to be safe in their schools and lives.  He also says that I know our countries are a little bit similar and we have to stop that shit.  It is such a beautiful life….
This song is dedicated to them.

07. Can’t Deny Me

“Actually you know what, if someone wants to have something in their hands that makes them feel powerful.  I mean really fucking powerful,,,why don’t they pick up a guitar and giant fucking amp?  Like Mike McCready did?  Mike, show them what you can do with a guitar?”

08. Even Flow (Mike goes down to the barricade and leans into the audience)

(Ed addresses in Portuguese.  He mentions the great or powerful Perry Farrell.  The audience doesn’t react much and he wonders if he screwed it up.  He tries a few other phrases and finally says in English, “I wanna wish Perry Farrell Happy Birthday”.  Perry comes out and the audience sings for him. Etty Lau Ferrall  presents him with a birthday cake.  Perry speaks to the audience in Portuguese and then the band starts to play.)

09. Mountain Song-(Farrell, Avery)  with Perry Farrell sing duet with Ed. (Jane’s Addiction cover)

(“Okay this next song is a request, I think from right over there”-pointing into crowd)

10. Breath
(During the 2nd verse Ed climbs down onto the subs between the stage and barricade and sings.  He gets someone to throw him a Brazilian flag and climbs back on stage.)

Introduces Matt in Portuguese, asks for lights to come up and continues in Portuguese about how great David Byrne’s set was and he does a little solo Talking Heads
11.  Pulled Up-(Byrne)
12. Unthought Known
13.  Jeremy (Ed goes back into the barricades to sing the chorus and bridge.)
(The maestro Jeff Ament)
speaking in Portuguese talking about family…
14. Sirens (extended outro with sing along)
15. Down

Ed talks about Stone’s trip to Pantanal.  He swam with piranha’s and kept all his bits.  More seriously he notes all the conservation work Stone has done and that the band is donating money down here to protect some areas. Stone Gossard,  you can’t find a Better Man

16. Better Man/Save It For Later-(Charley, Cox, Morton, Steele, Wakeling)
(Mike goes over to rock out with Boom.  Stone goes over to rock out with Jeff.  Stone ends up hanging out stage right for a while.  Ed mentions seeing a shirtless dad with young kid.  He talks about how strong the man was and how lovely his daughter was.  She was wearing a shirt that said ‘one of a kind” and Ed knew her dad was going to look after her until she could look out for herself and that girl was gonna do great”

Everybody okay in the back?  It is a different zip code…Gabriella this is for you..
17.  Hold On
18.  Black  (Ed walks out onto the wings of the stage while singing.  When the audience takes over singing the outro Ed quietly says “beautiful, wonderful.” They chant Ole and Pearl Jam while Ed makes hugging motions)
19.  Once
(Ed brings out his Brazilian guitar.  He asks Blue to switch to color screens so the audience can see it.  Strumming quietly he says and then sings, “it sounds so good”  But then if you play it loud it sounds better!
20. Lukin
21. Porch (EV once more into the barricades)

Encore Break
(Ed sings and chants with audience.  “If this were surfing this would be one of the best waves of our lives.  We were just saying this is truly one of the greatest crowds we’ve ever played for.”  Speaking in Portuguese.  Perhaps something about best crowd in the world?)
22. Smile
(brief bit about Roger Waters doing great)
23. Comfortably Numb-(Gilmour, Waters)
24. Alive
25. Baba O’Riley-(Townshend)
(We got three minutes, we got three minutes you wanna do it? at Mike.  Mike switches guitars.  “This is us saying goodbye”
26. Yellow Ledbetter  (getting signals about ending.  Ed tells Mike to go the ending.  The solo is cut short and they go to the end of the song.  No outro solo.  Ed has him stop.  “We gotta go, they won’t let us back”  He introduces the band and himself.  We love you so much.  We won’t forget your kindness thank you)