Jogue Baseball com o Pearl Jam

Screen Shot 2017-11-28 at 09.50.06

O Pearl Jam lançou um jogo de Baseball em que você escolhe os membros da banda para dar umas rebatidas no Wrigley Field. Se você fizer a pontuação mais alta, pode ganhar uma bola de baseball assinada pela band e também um taco.

Para jogar, basta entrar no link abaixo:

http://8bitbaseball.pearljam.com

Anúncios

Como o Abacate se Tornou o Vinho do Pearl Jam

THE AVOCADO ALBUM.jpg

Virou praxe. Toda vez que o Pearl Jam lança um disco novo, comparações com os discos anteriores surgem e, inevitavelmente, recordamos aquela banda dos anos 90, com sua energia e ideais. Lembramos do Eddie como letrista naquela época, o escape que ele encontrou na música para lidar seus problemas pessoais. Em 2006, quando o Abacate foi lançado, recordo que as mesmas comparações com o Pearl Jam dos anos 90 estavam sendo feitas, contrapondo a falta de criatividade, a piora na voz do Ed, a falta de interesse por levar 3 anos e meio pra lançar um disco novo após o Riot Act em 2002, as participações ditas “exageradas” do Matt nos vocais de apoio… Enfim, quem acompanhava os fóruns de discussão e conversava com outros admiradores da banda deve se lembrar das críticas ao Abacate.

Mas por que o Abacate é tão interessante e bom, e por que continuará sendo e tem tudo pra ser lembrado como um dos melhores discos do Pearl Jam? Minha resposta mais rápida pra essa pergunta é: 11 anos se passaram desde seu lançamento e ele ainda é atual. Isso é diferente do que aconteceu com o Riot Act e o Binaural, os dois discos mais melancólicos do Pearl Jam. O Binaural mostrou um Ed perdido com a vida e com suas habilidades de compor. Muitos comentam sobre a grande participação dos outros membros nas composições do Binaural ter se dado pelo fato do Ed ter tido algum tipo de bloqueio criativo. Por outro lado, no Riot Act tivemos temas importantes sendo tratados: o acidente de Roskilde e as críticas ao governo Bush. Estes dois temas permearam e moldaram grande parte da história do Pearl Jam nos anos 2000. Mas acontece que, embora tenham sido importantes, eles se tornaram anacrônicos. Ouvir Bushleaguer hoje é uma das coisas mais chatas que tem, pois não há mais contexto. Alguns podem tentar ligar com uma “Trumpleaguer”, mas aparentemente nem a banda faz essa alusão. Isso é representado pelo fato de terem abandonado a canção (a última vez que a tocaram foi em 2007, quando Bush ainda era presidente). O acidente de Roskilde, com I Am Mine e Love Boat Captain principalmente, também nos remonta a algo passado e triste. Embora tenhamos aprendido muito sobre a importância do amor com nossos semelhantes através delas. A esse ponto, muitos podem estar achando que estou criticando duramente o Riot Act e o Binaural. Na verdade, o Binaural pra mim faz parte da trilogia sagrada do Pearl Jam, junto com o No Code e Yield. Mesmo assim, a banda do Abacate não é mais aquela banda ingênua dos anos 90.

A tristeza da banda resultou no Binaural e no Riot Act. No primeiro, a tristeza e melancolia pelo divórcio do Eddie, pela perda de amigos queridos. No Riot Act, a tristeza de um governo desastroso, de um acidente doloroso pra banda. E o Abacate foi essencial para quebrar a melancolia do Pearl Jam, para acabar com essa tristeza e mostrar como a banda aprendeu a superar essas questões. E como isso nos serve de inspiração. E por isso o Abacate é atual, e continuará sendo. A falta de esperança, a falta de experiência da vida, bem como muitos questionamentos retratados de uma forma que hoje acho esperançosamente “ingênua”, deram lugar à uma maturidade da banda em lidar com questões espinhosas. O que era medo se tornou esperança. O que era dor se tornou experiência para lidar com questões que nos abalam. A morte do Johnny Ramone, que o Ed considerava seu melhor amigo, não o tornou melancólico como no caso do Binaural e Riot Act. Pelo contrário. O que dá pra sentir é que as emoções vividas por ele entre 2000 e 2005 moldaram um sujeito forte, maturo, para lidar com qualquer coisa que fosse obstáculo. Toda a inocência que o Ed clama ter perdido em I Am Mine só se concretizou no Abacate. Só foi digerida no Abacate. E a banda se transformou desde então. Se antes a banda demonstrava medo, esse medo se tornou motor para coragem, ambição. Grandiosidade.

201410211449_Pearljam.jpg

E preciosidades saíram disso: Gone, Inside Job, Come Back de um lado; Life Wasted, Marker in the Sand, Severed Hand do outro. É possível notar nas músicas do Abacate como a banda estava em sintonia. Estavam afinados e acertaram a mão, ao mesmo tempo em que se permitiram arriscar. E, hoje, todas essas canções podem ser cantadas no contexto atual, pois ainda assim são questões que nos encaram todos os dias.

Tive a felicidade de acompanhar a banda (não pessoalmente) na tour de 2006, vendo os setlists, baixando os bootlegs naquela época gloriosa em que os shows eram disponibilizados no dia seguinte e não meses depois. Foi a última grande turnê do Pearl Jam. E como foi incrível. Se eu pudesse voltar no tempo e acompanhar alguns shows, certamente seria dessa turnê.

Na época surgiu um comentário que a capa com um abacate tinha sido escolhida por que, mesmo podre, ele tem uma semente que pode renascer. Bobagem. A própria banda já disse que escolheu ele por acaso, sem sentido algum. Na verdade, se o sentido fosse esse poderiam colocar qualquer fruta, ou tirar uma foto de uma quitanda com tipos diferentes de frutas. Ou poderiam colocar uma Fênix, a ave que na mitologia renasceu das cinzas. O fato é que o Pearl Jam não estava morto, e não podemos pensar no Abacate como algo isolado. Mas, sim, como algo que foi moldado pela experiência da banda, algo que foi curtido, fermentado conforme foram passando por todos os anos 90 e começo dos anos 2000. Se tornou o melhor disco do Pearl Jam desde o Binaural. E, assim como os melhores vinhos, quanto mais velho fica, mais se mostra como é incrível e como pode revelar sensações e sentimentos antes não perceptíveis.

Texto: Luiz Henrique Varzinczak

Leu até o fim? Obrigado! Aqui vai um brinde: https://drive.google.com/open?id=1KftSvdVSnvW61w8C5MvFBTjfxnFJFIUq

Opinião: Let’s Play Two

23376251_1683266688374518_1481614360190122546_n
Foto: Carmen Tagliaferri

 

Assisti ao documentário Let’s Play Two no cinema e posso dizer que saí da sala satisfeito. A ideia de mesclar os shows que a banda fez no Wrigley Field com a paixão do Eddie pelo Chicago Cubs, time de beisebol que joga no estádio, funciona bem. A estrutura do filme é muito simples: intercalar algumas das músicas que o Pearl Jam tocou nos shows com a caminhada que o Cubs teve até o título que conquistou, depois de mais de 100 anos de espera.

Vamos juntos com o Eddie nessa caminhada, e à medida que assistimos a músicas como Low Light, Jeremy, Given to Fly, Alive, Inside Job (ponto alto do filme, na minha opinião), vamos entendendo um pouco a relação que o Eddie tem com o clube. Gostei muito de ver o quanto o filme valoriza os fãs, mostrando o pessoal na fila, no bar em frente ao estádio (entrevistaram a dona do local) e de um cara chamado John, que perdeu o pai recentemente e foi o primeiro na fila de um dos shows, chegando 4 dias antes. John recebe uma bela homenagem do Eddie, que dedica Release a ele.

Gostei também da edição do filme, principalmente durante o show. Foi captado os melhores momentos de cada membro, sem valorizar esse ou aquele integrante. Só senti falta de ver mais entrevistas com os outros integrantes (o Stone, por exemplo, não fala quase nada, apenas o Mike fala um pouco mais). Isso deixa o Eddie como o protagonista, mas tudo bem, eu entendo, esse é um filme sobre o amor que o Eddie sente pelo Chicago Cubs, então era esperado esse foco no Eddie. Só espero que a banda não seja sempre focada apenas nele, vide Backspacer, Lightning Bolt, que possuem quase todas as músicas compostas pelo Eddie, e uma ausência de trabalhos paralelos dos outros integrantes.

Mas voltando ao filme, foi interessante acompanhar o Eddie nessa experiência tanto pessoal – focando na relação dele com o Chicago Cubs – quanto universal. Universal no sentido de vermos a banda tocando no palco, a devoção dos fãs e a entrega que a banda faz quando faz uma apresentação ao vivo.

Em suma, acredito que a falta de músicas novas faz com que fiquemos satisfeitos de ver a banda novamente, ainda mais na tela de cinema. Li críticas que queriam ver mais Pearl Jam no palco e menos beisebol no campo, mas acho que, se levarmos em conta a proposta do documentário, dá para ver uma boa quantidade de Pearl Jam ao vivo e matar um pouco a saudade deles.

Fico no aguardo de um Touring Band 2, mas o Let’s Play Two já valeu o ingresso.

 

Texto: João Felipe Gremski

Pearl Jam Confirma show no Maracanã

22814141_10155790741037485_3154811393778045609_n.jpg

Está confirmado!! Pearl Jam fará um show no Maracanã, dia 21 de Março!!

A banda de abertura será Royal Blood!

Ingressos serão vendidos a partir do dia 10 de Novembro com pré-venda para membros do 10C nos dias 6 e 7.

Link da notícia: https://pearljam.com/news/rio-de-janeiro-brasil-show-added

Pearl Jam Headliner no Rio?

22780539_913350438812177_3818205556686011168_n

Todos que receberam o e-mail do Ten Club hoje e abriram pelo seu Smartphone puderam notar algo a mais além do anúncio da abertura de ingressos por dia para o Lollapalooza Buenos Aires…

No campo abaixo do título do e-mail, está escrito “Plus, Pearl Jam is Headlining in Rio”, o que nos fez surtar e praticamente poder ter certeza de que o Pearl Jam fará sim um show extra no Rio de Janeiro!

Só resta sabermos datas, e quem acompanhará a banda, já que o e-mail fala no Pearl Jam como Headlining.

Acreditamos que foi um erro do Ten Club a divulgação dessa maneira, ou até uma das boas e velhas brincadeiras que eles sempre fazem para anunciar shows no Brasil!

De qualquer forma, deveremos ter mais notícias muito em breve!